25/02/2026
94% das negociações de janeiro garantem ganho real acima da inflação
Os reajustes salariais fechados em janeiro de 2026 confirmam um cenário positivo para a Classe Trabalhadora. Segundo o boletim “De Olho nas Negociações” nº 65, divulgado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em fevereiro de 2026, 94% dos 364 acordos e convenções coletivas analisados conquistaram ganhos acima da inflação, medida pelo INPC.
O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.
A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.
Fatores que impulsionaram os resultados
O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:
O resultado é o melhor dos últimos 12 meses e consolida uma tendência de recuperação nas negociações coletivas observada desde setembro de 2025. Além dos 94% com aumento real, 4,1% das negociações ficaram exatamente no INPC, enquanto apenas 1,9% registraram reajustes abaixo da inflação.
A variação real média em janeiro foi de 2,12% acima do INPC, mantendo a trajetória de crescimento dos ganhos reais.
Fatores que impulsionaram os resultados
O DIEESE aponta dois fatores centrais para o desempenho das negociações:
- A queda nas taxas de inflação registrada desde o último trimestre de 2025.
- A política de valorização do salário mínimo, que teve reajuste de 6,79% em janeiro, influenciando positivamente diversas mesas de negociação.
Com inflação mais controlada e recomposição do mínimo, as categorias conseguiram ampliar o poder de compra, refletindo o fortalecimento da negociação coletiva.
Resultados por setor
Todos os setores analisados apresentaram desempenho superior à média dos últimos 12 meses.
- No setor de serviços, foi registrada a maior variação real média: 2,37% acima do INPC. Além disso, 96,2% dos reajustes ficaram acima da inflação.
- Na indústria, a variação real média foi de 1,80%, com 91,4% das negociações garantindo aumento real.
- No comércio, a variação real média foi de 1,75%. Um dado relevante é que não houve nenhum registro de reajuste abaixo da inflação nesse setor em janeiro.
- No setor rural, não houve número suficiente de acordos com data-base em janeiro de 2026 para análise específica.
Desempenho regional
A análise por região mostra diferenças importantes no comportamento das negociações.
- O Sudeste registrou a maior variação real média do país: 2,51% acima do INPC.
- O Nordeste apresentou o maior percentual de ganhos reais: 98,2% dos acordos ficaram acima da inflação, sem nenhum registro de reajuste abaixo do índice.
- O Centro-Oeste teve o menor percentual de ganhos reais (88,1%) e o maior índice de resultados abaixo da inflação (7,1%).
- No Sul e no Norte, as variações reais médias foram de 1,64% e 1,46%, respectivamente.
Pisos salariais
Em janeiro de 2026, o valor médio dos pisos salariais negociados foi de R$ 1.843, enquanto o valor mediano ficou em R$ 1.716.
Por setor, os serviços registraram o maior piso médio, de R$ 1.887. Já a indústria apresentou o maior piso mediano, de R$ 1.783.
Na análise regional, o Sul teve os maiores valores de piso no mês, com média de R$ 1.920 e mediana de R$ 1.850.
Condições de pagamento
O boletim também mostra redução significativa no parcelamento dos reajustes. Apenas 0,5% dos acordos (dois casos) tiveram pagamento parcelado — o menor índice em 12 meses.
Já 15,9% dos reajustes foram pagos de forma escalonada, com percentuais diferenciados por faixa salarial ou porte da empresa.
Próximas negociações
Para as categorias com data-base em fevereiro de 2026, o cenário começa a mudar. A inflação acumulada — que corresponde ao índice necessário para recomposição — voltou a subir, passando de 3,90% em janeiro para 4,30%.
> Veja a íntegra do estudo aqui.
“Os dados do DIEESE mostram que, quando há organização coletiva e mobilização, é possível garantir aumento real e proteger o poder de compra da classe trabalhadora. E neste ano os bancários também voltam à mesa de negociação com os bancos. Em um cenário de grandes desafios e profundas transformações no setor financeiro, com digitalização acelerada, substituição de mão de obra por tecnologia, fechamento de agências físicas e demissões, nossa unidade será decisiva para manter direitos históricos e avançar em novas conquistas. Nada nos foi dado de graça: cada cláusula da Convenção Coletiva é fruto de mobilização. Se seguirmos unidos, organizados e prontos para a luta, mostraremos mais uma vez que nossa categoria é exemplo de força e conquistas”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
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