26/11/2020
STF rejeita ação de congressistas contra tramitação da Reforma Administrativa

A Reforma Administrativa (PEC 32/2020), enviada pelo Governo ao Congresso em setembro, não deve tramitar até o final deste ano, mas o debate sobre os impactos que ela vai causar na administração pública continua. Nesta terça-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, rejeitou um mandado de segurança de um grupo de congressistas contra tramitação da proposta.
Os deputados e senadores requerem a paralisação do andamento da PEC até que os dados que embasaram a proposta sejam divulgados pelo Governo. Segundo os parlamentares, o sigilo dos documentos impede um adequado debate e análise mais profunda sobre a reforma. “É preocupante a insistência do Ministério da Economia em escapar à transparência própria do princípio republicano", diz a petição dos parlamentares de diferentes partidos, como PT, Psol, PDT, PSD, PV e Rede.
Em sua decisão, o ministro afirmou que não há transgressão ao processo legislativo, já que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) não chegou a enviar a proposta à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Portanto, seria "incabível atuação prematura do Supremo", decidiu Marco Aurélio.
Frente Parlamentar avança debate - A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil) mantém as análises sobre a Reforma na série de debates que tem promovido desde o dia 5 de novembro. Nesta quinta-feira (26), o tema será “A importância da estabilidade no serviço público para o combate à corrupção”. A transmissão começa às 18h30, pelo Youtube (youtube.com/servirbrasil) e Facebook (www.fb.com/servirbrasil) da Servir Brasil.
Vão conversar sobre o tema o pesquisador e especialista em accountability, transparência e integridade, Fabiano Angélico e o deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), coordenador para a Estabilidade da Frente.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região tem acompanhado as discussões da Frente Parlamentar, pois a Reforma vai atingir a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e os trabalhadores dos bancos públicos. Sobre o tema desta semana, o movimento sindical defende que é a estabilidade do serviço público que garante a proteção ao Estado e deve ultrapassar governos, se mantendo perene. A falta da estabilidade pode abrir brechas perigosas para corrupção e o uso meramente político da máquina pública.
As lives realizadas pela Servir Brasil continuam até o dia 17 de dezembro, sempre às quintas-feiras, às 18h30.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta
- Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa
- BB propõe clausular ações por igualdade e combate à violência doméstica, mas segue sem apresentar soluções às principais reivindicações dos funcionários