19/08/2026
BB propõe clausular ações por igualdade e combate à violência doméstica, mas segue sem apresentar soluções às principais reivindicações dos funcionários
Em mais uma rodada de negociações por aumento real e melhores condições de trabalho, realizada nesta quarta-feira (19), em São Paulo, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários.
“Reforçamos a cobrança da nossa minuta de reivindicações, que as negociações precisam avançar e que vamos unir forças à paralisação nacional desta quinta-feira (20) pela valorizaçao de toda a categoria bancária”, destacou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação de hoje foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
"Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários", destacou Fernanda Lopes.
Próxima rodada e dia nacional de paralisação
A data da próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.
“A CEBB somará forças às bases sindicais na paralisação nacional desta quinta-feira (20). A categoria bancária tem histórico de lutas que deram certo e, amanhã, vamos mostrar aos banqueiros a força da nossa unidade por condições dignas de trabalho, fim do enxugamento de postos de trabalho e do fechamento de agências”, reforçou a coordenadora da CEBB.
Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país - incluindo o Banco do Brasil - aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços.
"Esse é mais um entre tantos dados que comprovam que os bancos não deveriam estar reduzindo o quadro de funcionários, e sim o contrário. A contratação de correspondente bancário, a queda de postos e o fechamento de agências estão sendo utilizados pelo setor bancário como manobra para ampliar lucros em cima da precarização do trabalho, sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, queda do atendimento qualificado e presencial aos clientes", pontou a dirigente.
“Reforçamos a cobrança da nossa minuta de reivindicações, que as negociações precisam avançar e que vamos unir forças à paralisação nacional desta quinta-feira (20) pela valorizaçao de toda a categoria bancária”, destacou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação de hoje foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
"Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários", destacou Fernanda Lopes.
Próxima rodada e dia nacional de paralisação
A data da próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.
“A CEBB somará forças às bases sindicais na paralisação nacional desta quinta-feira (20). A categoria bancária tem histórico de lutas que deram certo e, amanhã, vamos mostrar aos banqueiros a força da nossa unidade por condições dignas de trabalho, fim do enxugamento de postos de trabalho e do fechamento de agências”, reforçou a coordenadora da CEBB.
Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país - incluindo o Banco do Brasil - aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços.
"Esse é mais um entre tantos dados que comprovam que os bancos não deveriam estar reduzindo o quadro de funcionários, e sim o contrário. A contratação de correspondente bancário, a queda de postos e o fechamento de agências estão sendo utilizados pelo setor bancário como manobra para ampliar lucros em cima da precarização do trabalho, sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, queda do atendimento qualificado e presencial aos clientes", pontou a dirigente.
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