24/08/2026
Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
O Saúde Caixa encerrou 2025 com R$ 4,39 bilhões em despesas totais, valor mais de 22% superior aos cerca de R$ 3,59 bilhões registrados em 2024. Do total desembolsado no ano passado, R$ 4,29 bilhões foram destinados às despesas assistenciais, aproximadamente R$ 47 milhões às despesas administrativas e R$ 46 milhões ao Programa de Assistência Médica Supletiva (PAMS). Os dados constam do Relatório de Administração do Saúde Caixa 2025.
As receitas cresceram em ritmo bem menor. O plano arrecadou R$ 3,76 bilhões em 2025, cerca de 5% acima do registrado no ano anterior. Desse montante, aproximadamente R$ 2,06 bilhões vieram da Caixa, R$ 1,39 bilhão das mensalidades pagas pelos beneficiários e R$ 304 milhões das coparticipações.
A diferença entre as receitas efetivas e as despesas totais resultou em déficit operacional de R$ 627,8 milhões. Segundo o relatório, R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre valores pagos em ações judiciais e acordos trabalhistas referentes a exercícios anteriores foram incorporados ao custeio do plano. Para completar a cobertura do déficit, foram utilizados cerca de R$ 46,7 milhões da reserva técnica. O saldo da reserva ao fim do exercício ficou em aproximadamente R$ 67,1 milhões.
Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, os números precisam ser observados com atenção. “O relatório mostra um crescimento muito forte das despesas em relação às receitas. São números preocupantes e que reforçam a necessidade de uma solução estruturante para o Saúde Caixa, capaz de garantir a sustentabilidade do plano no longo prazo”, afirmou.
Entre os fatores que pressionaram os gastos estão as internações, principal linha de custo do plano. Elas consumiram cerca de R$ 1,78 bilhão em 2025, alta próxima de 17% sobre o ano anterior. Os gastos conjuntos com medicamentos quimioterápicos, radioterapia e órteses, próteses e materiais especiais (OPME) chegaram a R$ 810,3 milhões, crescimento de 11,5%. Os medicamentos quimioterápicos tiveram alta de 36,4%. As despesas com terapias, por sua vez, aumentaram 18,2%, de R$ 226,3 milhões para R$ 267,6 milhões.
O envelhecimento da população coberta também aparece entre os fatores de pressão. Ao fim de 2025, 29,68% dos beneficiários tinham 60 anos ou mais. O custo assistencial anual per capita chegou a R$ 15.824,24, ante R$ 12.816,54 em 2024.
A carteira terminou dezembro com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Em dezembro de 2024, eram 275.897 usuários. A redução ocorreu principalmente entre os dependentes, cujo número caiu 2% no período, enquanto o total de titulares cresceu 0,5%.
“É preciso olhar para esses dados e enfrentar as causas do crescimento dos custos. A resposta não pode se limitar a transferir esse aumento para os usuários do plano, nem depender de soluções pontuais e paliativas, como utilizar a reserva técnica para cobrir déficits recorrentes. A reserva é importante para a segurança financeira do Saúde Caixa, mas não substitui uma solução permanente para o equilíbrio do plano”, disse Luiza Hansen.
“O Saúde Caixa é uma conquista da luta conjunta das empregadas e dos empregados, organizada pelo movimento sindical, que tem diversos diferenciais que nos fazem continuar lutando para mantê-lo”, completou, ao se referir às coberturas, além das mínimas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), às quais os planos de mercado se limitam cobrir, como a cobertura odontológica, reembolso integral, custeio de deslocamento em caso da inexistência de atendimento no local de residência do usuário, custeio de medicamentos, psicologia, entre outros.
“Mas, mesmo com toda essa qualidade, jogar todos os aumentos de custos para os usuários inviabiliza a permanência de muitos deles no plano, pois, mesmo querendo permanecer, o custo fica proibitivo. E isso traz problemas à carteira, que pode fazer com que o plano fique insustentável para todos os demais”, continuou.
O Relatório de Administração 2025 reúne ainda informações detalhadas sobre utilização dos serviços, custos por linha assistencial, perfil dos beneficiários, rede credenciada, programas de saúde, gestão e indicadores econômico-financeiros.
Veja abaixo as tabelas com o resumo das informações do Relatório de Administração 2025 do Saúde Caixa. O documento pode ser lido na íntegra na Central do Saúde Caixa.
As receitas cresceram em ritmo bem menor. O plano arrecadou R$ 3,76 bilhões em 2025, cerca de 5% acima do registrado no ano anterior. Desse montante, aproximadamente R$ 2,06 bilhões vieram da Caixa, R$ 1,39 bilhão das mensalidades pagas pelos beneficiários e R$ 304 milhões das coparticipações.
A diferença entre as receitas efetivas e as despesas totais resultou em déficit operacional de R$ 627,8 milhões. Segundo o relatório, R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre valores pagos em ações judiciais e acordos trabalhistas referentes a exercícios anteriores foram incorporados ao custeio do plano. Para completar a cobertura do déficit, foram utilizados cerca de R$ 46,7 milhões da reserva técnica. O saldo da reserva ao fim do exercício ficou em aproximadamente R$ 67,1 milhões.
Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, os números precisam ser observados com atenção. “O relatório mostra um crescimento muito forte das despesas em relação às receitas. São números preocupantes e que reforçam a necessidade de uma solução estruturante para o Saúde Caixa, capaz de garantir a sustentabilidade do plano no longo prazo”, afirmou.
Entre os fatores que pressionaram os gastos estão as internações, principal linha de custo do plano. Elas consumiram cerca de R$ 1,78 bilhão em 2025, alta próxima de 17% sobre o ano anterior. Os gastos conjuntos com medicamentos quimioterápicos, radioterapia e órteses, próteses e materiais especiais (OPME) chegaram a R$ 810,3 milhões, crescimento de 11,5%. Os medicamentos quimioterápicos tiveram alta de 36,4%. As despesas com terapias, por sua vez, aumentaram 18,2%, de R$ 226,3 milhões para R$ 267,6 milhões.
O envelhecimento da população coberta também aparece entre os fatores de pressão. Ao fim de 2025, 29,68% dos beneficiários tinham 60 anos ou mais. O custo assistencial anual per capita chegou a R$ 15.824,24, ante R$ 12.816,54 em 2024.
A carteira terminou dezembro com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Em dezembro de 2024, eram 275.897 usuários. A redução ocorreu principalmente entre os dependentes, cujo número caiu 2% no período, enquanto o total de titulares cresceu 0,5%.
“É preciso olhar para esses dados e enfrentar as causas do crescimento dos custos. A resposta não pode se limitar a transferir esse aumento para os usuários do plano, nem depender de soluções pontuais e paliativas, como utilizar a reserva técnica para cobrir déficits recorrentes. A reserva é importante para a segurança financeira do Saúde Caixa, mas não substitui uma solução permanente para o equilíbrio do plano”, disse Luiza Hansen.
“O Saúde Caixa é uma conquista da luta conjunta das empregadas e dos empregados, organizada pelo movimento sindical, que tem diversos diferenciais que nos fazem continuar lutando para mantê-lo”, completou, ao se referir às coberturas, além das mínimas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), às quais os planos de mercado se limitam cobrir, como a cobertura odontológica, reembolso integral, custeio de deslocamento em caso da inexistência de atendimento no local de residência do usuário, custeio de medicamentos, psicologia, entre outros.
“Mas, mesmo com toda essa qualidade, jogar todos os aumentos de custos para os usuários inviabiliza a permanência de muitos deles no plano, pois, mesmo querendo permanecer, o custo fica proibitivo. E isso traz problemas à carteira, que pode fazer com que o plano fique insustentável para todos os demais”, continuou.
O Relatório de Administração 2025 reúne ainda informações detalhadas sobre utilização dos serviços, custos por linha assistencial, perfil dos beneficiários, rede credenciada, programas de saúde, gestão e indicadores econômico-financeiros.
Veja abaixo as tabelas com o resumo das informações do Relatório de Administração 2025 do Saúde Caixa. O documento pode ser lido na íntegra na Central do Saúde Caixa.
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