17/09/2026
BC corta Selic pela quinta vez seguida em meio a inflação controlada e redução do déficit primário
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (16) o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando os juros básicos de 14% para 13,75% ao ano. A redução é a quinta consecutiva e ocorre diante da desaceleração da inflação.
“A queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país. A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
O cenário econômico também reforça a necessidade de continuidade da redução. O IPCA acumulado em 12 meses desacelerou para 4,22% em agosto, enquanto a atividade econômica vem perdendo força. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, registrou queda em junho e julho.
Juros altos custam caro ao país
O peso dos juros não aparece apenas no cartão de crédito, no cheque especial ou nos financiamentos das famílias. Ele também atinge empresas, que enfrentam maior custo para investir, produzir e contratar, e o próprio governo, que paga juros sobre uma parcela expressiva da dívida pública.
Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, elaborado pelo Tesouro Nacional, divulgado na quarta-feira (16), para cada ponto percentual de redução da Selic, a economia potencial para a União pode ficar entre R$ 40 bilhões e R$ 55 bilhões por ano. Além disso, entre 49% e 53% da dívida pública prevista para 2026 está vinculada à Selic.
A própria evolução das contas públicas evidencia esse problema. Dados do Banco Central mostram que os juros nominais estão entre os principais fatores de pressão sobre o crescimento da dívida pública.
A redução da Selic ocorre em um ambiente no qual a política econômica do governo federal busca combinar redução da inflação, atividade econômica e equilíbrio das contas públicas. Dados do Ipea apontam redução do déficit primário do governo central de R$ 167,4 bilhões para R$ 126 bilhões em termos reais.
Para Roberto Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.
“A redução da taxa Selic deve ser compreendida para além dos números do mercado financeiro, considerando seus impactos concretos sobre a economia e a vida da população. Juros mais baixos favorecem o acesso ao crédito, estimulam investimentos, contribuem para a geração de empregos e aliviam o peso das despesas financeiras sobre famílias, empresas e os cofres públicos. Diante de uma Selic ainda elevada, em 13,75%, e de um cenário de inflação controlada, somado aos esforços de equilíbrio das contas públicas e redução do déficit primário, é fundamental manter a trajetória de queda dos juros, criando condições para um crescimento econômico mais consistente e socialmente sustentável”, afirma.
“A queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país. A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
O cenário econômico também reforça a necessidade de continuidade da redução. O IPCA acumulado em 12 meses desacelerou para 4,22% em agosto, enquanto a atividade econômica vem perdendo força. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, registrou queda em junho e julho.
Juros altos custam caro ao país
O peso dos juros não aparece apenas no cartão de crédito, no cheque especial ou nos financiamentos das famílias. Ele também atinge empresas, que enfrentam maior custo para investir, produzir e contratar, e o próprio governo, que paga juros sobre uma parcela expressiva da dívida pública.
Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, elaborado pelo Tesouro Nacional, divulgado na quarta-feira (16), para cada ponto percentual de redução da Selic, a economia potencial para a União pode ficar entre R$ 40 bilhões e R$ 55 bilhões por ano. Além disso, entre 49% e 53% da dívida pública prevista para 2026 está vinculada à Selic.
A própria evolução das contas públicas evidencia esse problema. Dados do Banco Central mostram que os juros nominais estão entre os principais fatores de pressão sobre o crescimento da dívida pública.
A redução da Selic ocorre em um ambiente no qual a política econômica do governo federal busca combinar redução da inflação, atividade econômica e equilíbrio das contas públicas. Dados do Ipea apontam redução do déficit primário do governo central de R$ 167,4 bilhões para R$ 126 bilhões em termos reais.
Para Roberto Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.
“A redução da taxa Selic deve ser compreendida para além dos números do mercado financeiro, considerando seus impactos concretos sobre a economia e a vida da população. Juros mais baixos favorecem o acesso ao crédito, estimulam investimentos, contribuem para a geração de empregos e aliviam o peso das despesas financeiras sobre famílias, empresas e os cofres públicos. Diante de uma Selic ainda elevada, em 13,75%, e de um cenário de inflação controlada, somado aos esforços de equilíbrio das contas públicas e redução do déficit primário, é fundamental manter a trajetória de queda dos juros, criando condições para um crescimento econômico mais consistente e socialmente sustentável”, afirma.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese