25/11/2020
25 de novembro: Denunciar e lutar pelo fim da violência contra as mulheres é dever de todos!

Neste 25 de novembro, Dia Nacional de Combate à Violência Contra a Mulher, o Sindicato faz um chamado de alerta para o tema. O aumento dos casos de feminicídio tem crescido vertiginosamente com a crise do coronavírus. De quarentena, muitas mulheres ficam obrigadas a conviver 24 horas por dia com seus companheiros agressores, e mesmo a computação de denúncias nem sempre acompanha esses registros. É um crime que não escolhe classe, nível educacional ou qualquer outra posição social. Nesse cenário, é fundamental demonstrar apoio e solidariedade às vítimas.
O recente caso da jovem catarinense Mariana Ferrer, vítima de estupro em 2018, e que teve, no mês passado, durante audiência de julgamento suas fotos expostas pelo advogado de defesa do réu na tentativa de humilhar e culpabilizar a vítima, sem qualquer intervenção do juízo que garantisse respeito à jovem, é apenas um exemplo de como o machismo está entranhado em nossa sociedade, ocupando inclusive os espaços onde se espera obter respostas punitivas à violência de gênero.
O caso Marielle Franco, vereadora morta a tiros em seu carro, no centro do Rio de Janeiro em meados de 2018, exemplifica a conceituação de feminicídio político. Assim como Marielle e Mariana, sofrem e morrem diariamente Marias, Joanas, Teresas, vítimas da violência doméstica, policial, sexual, psicológica, no âmbito do trabalho...
O Brasil registra uma mulher agredida a cada quatro minutos e uma morta a cada oito horas, segundo levantamento do Ministério da Saúde. O quadro fica mais complexo se levada em conta a subnotificação, e é justamente a possibilidade de retaliação, de julgamentos, constrangimentos ou o descrédito nas instituições que desencorajam as vítimas a denunciar, cenário agravado pela ofensiva conservadora do governo, que tem atuado fortemente no desmonte das políticas públicas para o enfrentamento deste tipo de crime.
Mobilizar-se para reverter esses índices é um compromisso do Sindicato, como entidade cidadã, e que a sociedade também precisa ter todos os dias, com a prevenção, educação, criação de canais para o acolhimento e denúncia.
A construção de uma sociedade justa e igualitária, com igualdade de oportunidades e sem discriminação, passa pela erradicação de todas as formas de violência de gênero, sobretudo pelo fim do estereótipo da mulher como objeto e pelo seu reconhecimento como sujeito importante de sua história.
O Sindicato repudia todo o tipo de violência contra a mulher e reafirma que a luta das mulheres é também a sua luta, de todos os bancários e bancárias. Combater e denunciar é dever de todos!
Anote os números para denúncias e orientações:
Polícia Militar: 190
Para casos de emergência (o número é válido tanto para vítima quanto para testemunhas); funciona 24 horas por dia.
Central de Atendimento à Mulher: 180
Para orientações sobre como proceder em caso de violência; funciona 24 horas e em âmbito nacional.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões