18/11/2020
Live nesta quarta (18) debate tributação de super-ricos para financiar a saúde pública

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) transmite nesta quarta-feira (18), a partir das 18h, um debate sobre a necessidade de “Tributar os super-ricos para investir na Saúde Pública”. A transmissão ocorre pelo canal TVContraf no Youtube e pelas páginas da Contraf-CUT e da Campanha Tributar os Super-Ricos no Facebook.
Contribuirão com o debate a médica e deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o economista Paulo Nogueira Batista Júnior, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Sandro Alex de Oliveira, o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Getúlio Vargas Júnior, e a presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Vilani Oliveira. A mediação será da jornalista e editora do jornal Brasil de Fato, Katia Marko.
“Todas as pessoas que defendem maior justiça social e não querem que os mais pobres sejam ainda mais onerados precisam participar desta e das outras atividades propostas da campanha e difundir ao máximo as propostas para tributar os super-ricos. Temos que fazer com que toda a sociedade entenda essa necessidade e o quanto todos serão beneficiados”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
Salvar vidas
“Tributar os super-ricos é urgente e necessário para salvar vidas. Precisamos de mais leitos, mais médicos, mais remédios, mais atendimento básico e mais justiça fiscal”, disse a auditora fiscal aposentada da Receita Federal, Maria Regina Paiva Duarte, que é presidenta do Instituto de Justiça Fiscal (IJF), uma das dezenas de entidades que promovem a campanha.
A campanha apresenta oito projetos, prontos para serem pautados no Congresso Nacional, que elevam a tributação de altas rendas e grandes patrimônios e reduzem impostos para os mais pobres e pequenas empresas. Se aprovados, taxam apenas 0,03% dos mais ricos e podem aumentar a arrecadação em quase R$ 300 bilhões por ano, quase o dobro do orçamento previsto para a saúde pública neste ano.
A saúde não pode esperar
Durante a pandemia, 42 bilionários brasileiros aumentaram seu patrimônio em R$ 170 bilhões, valor superior ao orçamento da saúde pública no Brasil em 2020. Ao mesmo tempo, nove milhões perderam o emprego e milhares de negócios quebraram.
A riqueza total estimada destes 42 bilionários do Brasil é de aproximadamente R$ 600 bilhões. Com um imposto de 2% sobre essa fortuna daria para arrecadar R$ 12 bilhões por ano, valor suficiente para garantir o funcionamento de Unidades de Tratamento Intensivo para 267 mil pacientes infectados pela Covid-19 no país.
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