22/10/2020
COE Bradesco debate nesta quinta (22) estratégia contra as demissões no banco

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu por videoconferência, nesta quinta-feira (22), para discutir as demissões dos funcionários do banco por todo o Brasil. Depois do relato dos representantes de todas as federações de bancários do país, a COE calcula que – no mínimo 1.224 trabalhadores foram demitidos desde o dia 28 de setembro.
“É muita falta de sensibilidade e desrespeito. O banco, além de demitir em plena pandemia, o faz por telefone, sem respeitar trabalhadores doentes, hospitalizados, com estabilidades e, até mesmo, grávidas. É um absurdo”, lamentou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco.
A decisão dos dirigentes foi pela adesão à campanha nacional contra as demissões, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para combater os desligamentos nos bancos privados. A campanha visa denunciar a quebra do compromisso assumido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feito em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário, de não realizar demissões durante a pandemia.
Demissões em massa
Os bancos já demitiram mais de 12 mil trabalhadores este ano, em descumprimento ao acordo firmado em março com o movimento sindical bancário de quem não haveria demissões durante a pandemia. De acordo com do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, foram 12.794 demissões, contra 11.405 contratações, um saldo negativo de 1.389 postos de trabalho fechados. No levantamento do Caged para os meses de junho, julho e agosto fica claro que o ritmo das demissões na categoria aumentou. Em junho, foram registradas 1.363 demissões, número que sobe para 1.634 em julho e atinge 1.841 em agosto.
O primeiro banco a puxar a fila das demissões foi o Santander, que não esperou muito e começou a demitir ainda no primeiro semestre. O Itaú passou a demitir funcionários já no segundo semestre, o mesmo acontecendo com o Banco Mercantil do Brasil. A mais recente adesão à lista dos descumpridores do acordo foi a do Bradesco, que combinou uma campanha publicitária para alardear que estava se preparando para o futuro, mas adotou um ritmo de demissões que tem se acelerado nas últimas semanas.
“O momento é de união. Nosso papel é de defender o emprego e os direitos não só dos bancários do Bradesco, mas de toda a categoria. Essa é a hora de resgatarmos a união que tivemos em tantas batalhas, inclusive na Campanha Nacional 2020, que foi histórica, por ser feita durante uma pandemia sanitária”, afirmou Magaly Fagundes.
#QuemLucraNãoDemite
Nesta sexta-feira (23) vai ter um tuitaço contra as demissões nos bancos. Será às 11h, com a hashtag #QuemLucraNãoDemite.
"Não aceitamos que o Bradesco, a empresa que mais lucrou na América Latina no primeiro semestre, trate com tanta irresponsabilidade a vida de seus trabalhadores. Não há justificativa para o sistema financeiro demitir ou afastar pessoas do seu quadro, pessoas que estão contribuindo, fazendo o seu papel, mesmo que em home office. Com lucratividade bilionária, os bancos têm que honrar o compromisso firmado com a categoria de não demitir durante a pandemia. E é hora de mostrarmos nossa força na luta por direitos e empregabilidade, seja nas redes ou nas ruas. É fundamental que todos divulguem a mobilização entre colegas, amigos e familiares. A demissão de bancários e bancárias também impacta diretamente toda a sociedade na procura dos serviços bancários que, com a falta de funcionários, passam a ter ainda mais burocratização e precarização do atendimento, além da ampliação de filas. Participe do tuitaço, só a luta nos garante!", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
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