04/11/2019
Bradesco anuncia o fechamento de agências; Sindicato cobra manutenção dos empregos
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Poucas horas depois de divulgar um lucro de mais de 19 bilhões nos primeiros meses de 2019, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, anunciou que irá fechar 450 agências até o ano que vem.
> Bradesco já lucrou mais de R$ 19 bi em 2019; crescimento é de 22,3% em relação a 2018
De acordo com matérias publicadas na grande imprensa, o banco precisa melhorar suas despesas operacionais, que estão acima da meta estabelecida para 2019, e que está tomando medidas para isso – além do programa de demissão voluntária (PDV), com adesão de mais de 3 mil funcionários. Representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, a Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) já enviou um ofício ao banco solicitando informações sobre o fechamento de agências e a situação dos bancários, e uma reunião para tratar do assunto.
Depois de fechar 50 agências até setembro, o Bradesco espera encerrar mais 100 unidades ainda este ano. Mais de 300 devem ser descontinuadas em 2020, conforme Lazari. Os fechamentos de agências ocorrerão em todo o Brasil e não há, segundo ele, uma região específica. Ao fim de setembro, o Bradesco contava com 4.567 agências.
“É lamentável que, mesmo com lucro crescente, a decisão do banco seja a retirada de emprego”, afirmou Magaly Fagundes, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.
O diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Júlio César Trigo, reforça que esta é uma das bandeiras prioritárias da entidade: a garantia de emprego.
"O fechamento de um número expressivo de agências, como o divulgado, é um processo que precisa ser discutido com a representação dos bancários, pois influencia na vida de muitos trabalhadores. É de extrema importância que o banco entenda que os bancários são seu maior patrimônio, e nós do movimento sindical permaneceremos acompanhando a situação de perto e iremos à luta para defender a manutenção do emprego para esses trabalhadores", ressaltou o dirigente.
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