01/11/2019
Bradesco já lucrou mais de R$ 19 bi em 2019; crescimento é de 22,3% em relação a 2018
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O Bradesco lucrou R$ 19,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2019, um crescimento de 22,3%, em relação ao mesmo período de 2018 e de 1,2% comparado ao trimestre anterior. De acordo com os destaques do Dieese, o retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE) ficou em 20,5%, com aumento de 1,8 pontos percentuais em doze meses. Segundo o banco, esse crescimento do resultado se deve “a maior margem financeira, menores despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD – Expandida), crescimento das receitas com prestação de serviços e a contribuição das operações de seguros, previdência e capitalização”.
Para Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, o balanço trimestral do banco mostra, mais uma vez, que as reivindicações dos funcionários podem ser atendidas. “Dentre as reivindicações está o auxílio educação e melhoria na remuneração (PCS). Esse resultado é fruto do compromisso e do profissionalismo dos trabalhadores.”
A carteira de crédito expandida do banco apresentou crescimento de 10,5% em doze meses e 3,2% no trimestre, atingindo R$ 578,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 19% em relação a setembro de 2018, chegando a R$ 221,4 bilhões. Os destaques para PF foram o crédito pessoal (+36,2%), o crédito consignado (+24,1%), CDC/leasing veículos (+21,4%) e o financiamento imobiliário (+15,9%). Já as operações com pessoas jurídicas (PJ) alcançaram R$ 356,9 bilhões, com crescimento de 5,8% em doze meses. O segmento de grandes empresas cresceu 4,8%, enquanto a carteira de micro, pequenas e médias empresas cresceu 8,3%. O índice de inadimplência superior a 90 dias, em doze meses, manteve-se estável, ficando em 3,6%. As despesas com devedores duvidosos (PDD), por sua vez, caíram 2,7%, totalizando R$ 13,4 bilhões.
A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 6,8% em doze meses, totalizando R$ 19,8 bilhões. As despesas de pessoal também cresceram no período (10,4%) atingindo R$ 16,2 bilhões. Segundo o banco, o crescimento das despesas de pessoal “está relacionado aos efeitos do acordo coletivo de 2018/2019 (reajuste de 4,31%), à evolução do quadro de funcionários, alocados, principalmente, nas áreas de negócios, a concessão de um programa de remuneração variável nas redes de agência, maiores despesas com treinamento e a alta da provisão para processos trabalhistas”. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas secundárias do banco, no período, foi de 121,6%. A holding encerrou setembro de 2019 com 99.272 empregados, com aumento de 1.113 postos de trabalho em doze meses. No período, foram fechadas 85 agências.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, destaca que, apesar do lucro crescente somado a um saldo positivo de contratações, três mil bancários fizeram adesão ao PDV. O banco ainda divulgou que pretende fechar um total de 150 agências até o final deste ano e outras 300 unidades em 2020. Ambas as informações, explica o dirigente, foram utilizadas como justificativas para a redução de despesas, o que não se justifica frente ao lucro de mais de R$ 19 bi.
"Os lucros e o número de clientes são cada vez maiores. Com esse resultado, o banco tem todas as condições para gerar mais emprego e poupar a saúde de seus trabalhadores. Já com menos agências e mais clientes, o resultado não pode ser outro: mais sobrecarga e adoecimento para os bancários e um atendimento cada vez mais precarizado para a população. São os funcionários os principais responsáveis pela lucratividade crescente do banco, e nada mais justo que eles sejam valorizados", ressalta Trigo.
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