10/04/2019
Bancos aceitam debater saúde do trabalhador; próxima reunião está marcada para 22 de maio

(Foto: Jailton Garcia / Contraf-CUT)
O Comando Nacional dos Bancários avaliou como positiva a disposição dos bancos em debater os principais pontos de adoecimento da categoria. O compromisso foi firmado na mesa temática de Saúde do Trabalhador, realizada na tarde de terça-feira (9), em São Paulo, entre o Comando, o Coletivo Nacional de Saúde e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O movimento sindical iniciou a reunião com uma explanação sobre as más condições de trabalho vivida nos bancos, que mostram a real necessidade de ações preventivas. “Se há um lugar para avançar, com certeza esta mesa é o ideal. Temos de aproveitar este espaço para pensar em ações efetivas que possam interferir no dia a dia dos bancários e impedir que eles cheguem à situação extrema”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional.
A questão é grave, há um nível muito grande de transtornos mentais. As pessoas estão trabalhando à base de remédios. Isto tudo em decorrência da pressão por resultados e metas que é exercida sobre eles.
Os bancários reivindicam acesso aos dados de afastamento, para poder pensar medidas preventivas em conjunto com os bancos. “Nós queremos enfrentar os problemas de metas e assédio moral. Nós temos que discutir este processo de organização do trabalho. Se não discutirmos a gestão, não tem como haver prevenção”, disse Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. O movimento sindical também quer debater sobre as condições de saúde dos trabalhadores em plataformas digitais.
Os bancos reconheceram a importância da mesa temática de saúde na construção de avanços para a categoria e se colocou à disposição para avançar no tema. A expectativa é que os bancos reconheçam a necessidade de enfrentamento do problema e que haja efetividade, com soluções para as causas de adoecimentos e uma política de prevenção adequada.
“Os bancários estão entre as categorias que mais adoecem. Se antes a maior causa de afastamentos eram lesões por esforço repetitivo, desde 2013 transtornos mentais e comportamentais ultrapassaram as LER/Dort e se mantiveram como as enfermidades com maior incidência. Isso evidência o quanto a política de gestão dos bancos, focada na cobrança abusiva de metas, assédio moral, competição e sobrecarga adoece o bancário”, explicou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
O diretor destaca que há muito tempo o Sindicato tem denunciado que as atuais condições de trabalho tem levado os bancários ao adoecimento. E que encontrar soluções que promovam a saúde e evitem o adoecimento dos trabalhadores tem sido uma das principais bandeiras da entidade. "A luta do Sindicato na prevenção e no combate ao assédio, por exemplo, é constante. Em 2010, os bancários conquistaram um instrumento institucional, assinado pela Fenaban, pela Contraf-CUT e pelos sindicatos filiados para tratar de denúncias de assédio moral. É fundamental que os empregados continuem denunciando ao Sindicato as más condições de trabalho, para assim subsidiar as providências a serem tomadas. Estamos na luta!", ressaltou Trigo.
A próxima reunião para começar a discutir efetivamente as possibilidades de prevenção ficou marcada para o dia 22 de maio.
O movimento sindical iniciou a reunião com uma explanação sobre as más condições de trabalho vivida nos bancos, que mostram a real necessidade de ações preventivas. “Se há um lugar para avançar, com certeza esta mesa é o ideal. Temos de aproveitar este espaço para pensar em ações efetivas que possam interferir no dia a dia dos bancários e impedir que eles cheguem à situação extrema”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional.
A questão é grave, há um nível muito grande de transtornos mentais. As pessoas estão trabalhando à base de remédios. Isto tudo em decorrência da pressão por resultados e metas que é exercida sobre eles.
Os bancários reivindicam acesso aos dados de afastamento, para poder pensar medidas preventivas em conjunto com os bancos. “Nós queremos enfrentar os problemas de metas e assédio moral. Nós temos que discutir este processo de organização do trabalho. Se não discutirmos a gestão, não tem como haver prevenção”, disse Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. O movimento sindical também quer debater sobre as condições de saúde dos trabalhadores em plataformas digitais.
Os bancos reconheceram a importância da mesa temática de saúde na construção de avanços para a categoria e se colocou à disposição para avançar no tema. A expectativa é que os bancos reconheçam a necessidade de enfrentamento do problema e que haja efetividade, com soluções para as causas de adoecimentos e uma política de prevenção adequada.
“Os bancários estão entre as categorias que mais adoecem. Se antes a maior causa de afastamentos eram lesões por esforço repetitivo, desde 2013 transtornos mentais e comportamentais ultrapassaram as LER/Dort e se mantiveram como as enfermidades com maior incidência. Isso evidência o quanto a política de gestão dos bancos, focada na cobrança abusiva de metas, assédio moral, competição e sobrecarga adoece o bancário”, explicou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
O diretor destaca que há muito tempo o Sindicato tem denunciado que as atuais condições de trabalho tem levado os bancários ao adoecimento. E que encontrar soluções que promovam a saúde e evitem o adoecimento dos trabalhadores tem sido uma das principais bandeiras da entidade. "A luta do Sindicato na prevenção e no combate ao assédio, por exemplo, é constante. Em 2010, os bancários conquistaram um instrumento institucional, assinado pela Fenaban, pela Contraf-CUT e pelos sindicatos filiados para tratar de denúncias de assédio moral. É fundamental que os empregados continuem denunciando ao Sindicato as más condições de trabalho, para assim subsidiar as providências a serem tomadas. Estamos na luta!", ressaltou Trigo.
A próxima reunião para começar a discutir efetivamente as possibilidades de prevenção ficou marcada para o dia 22 de maio.
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