05/04/2019
Com 62,4%, endividamento de famílias brasileiras atinge maior patamar desde 2015

(Foto: AGÊNCIA BRASIL/MARCELO CAMARGO)
O percentual de famílias brasileiras com dívidas, atrasadas ou não, pulou para 62,4% em março deste ano e é o maior desde setembro de 2015. O maior vilão é o cartão de crédito. Quase 80% das famílias citam o cartão como a principal dívida.
A reportagem é do Portal CUT.
As outras dívidas, de acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada na quinta-feira 4, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), são dívidas com cheque pré-datado, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestação de carro.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, destaca que o Brasil tem um dos maiores patamares de spread bancário do mundo. O spread bancário, explica, é a diferença entre a taxa que os bancos cobram da população nos empréstimos e a taxa que eles pagam para captar nosso dinheiro, como a poupança. “No Brasil, essa diferença é enorme e faz os juros atingirem patamares muito altos, garantindo, assim, o lucro dos bancos mesmo quando a economia não vai bem”, afirma.
"Enquanto mais de 60% das famílias brasileiras vivem o drama do endividamento e não têm condições de pagar suas contas, os bancos continuam obtendo lucros estratosféricos ano após ano. A especulação que se faz no mercado financeiro e as elevadas taxas de juros travam os três motores da economia: consumo das famílias, investimento das empresas e do governo", enfatiza Trigo.
Já os percentuais de famílias inadimplentes, aquelas que têm dívidas ou contas em atraso, ficou em 23,4% em março deste ano contra 23,1% do mês anterior; e o das que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso aumentou de 9,2% em fevereiro para 9,4% em março deste ano.
Endividamento por faixa de renda
A análise das faixas de renda pesquisadas mostra que entre os que ganham até dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas foi de 63,5% em março de 2019 contra 62,4% em fevereiro.
Entre os que têm renda de mais de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas ficou estável entre fevereiro e março de 2019, em 58,3%.
O maior vilão
O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 78% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,4%), e, em terceiro, por financiamento de carro, 10%.
Para as famílias com renda até dez salários mínimos, o cartão de crédito responde por 78,5% do endividamento; os carnês, por 15,4%; e o crédito pessoal e financiamento de carro, por 8,0%.
Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em março de 2019 foram: cartão de crédito (75,9%), financiamento de carro (19,4%) e financiamento de casa (17,3%).
A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.
A reportagem é do Portal CUT.
As outras dívidas, de acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada na quinta-feira 4, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), são dívidas com cheque pré-datado, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestação de carro.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, destaca que o Brasil tem um dos maiores patamares de spread bancário do mundo. O spread bancário, explica, é a diferença entre a taxa que os bancos cobram da população nos empréstimos e a taxa que eles pagam para captar nosso dinheiro, como a poupança. “No Brasil, essa diferença é enorme e faz os juros atingirem patamares muito altos, garantindo, assim, o lucro dos bancos mesmo quando a economia não vai bem”, afirma.
"Enquanto mais de 60% das famílias brasileiras vivem o drama do endividamento e não têm condições de pagar suas contas, os bancos continuam obtendo lucros estratosféricos ano após ano. A especulação que se faz no mercado financeiro e as elevadas taxas de juros travam os três motores da economia: consumo das famílias, investimento das empresas e do governo", enfatiza Trigo.
Já os percentuais de famílias inadimplentes, aquelas que têm dívidas ou contas em atraso, ficou em 23,4% em março deste ano contra 23,1% do mês anterior; e o das que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso aumentou de 9,2% em fevereiro para 9,4% em março deste ano.
Endividamento por faixa de renda
A análise das faixas de renda pesquisadas mostra que entre os que ganham até dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas foi de 63,5% em março de 2019 contra 62,4% em fevereiro.
Entre os que têm renda de mais de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas ficou estável entre fevereiro e março de 2019, em 58,3%.
O maior vilão
O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 78% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,4%), e, em terceiro, por financiamento de carro, 10%.
Para as famílias com renda até dez salários mínimos, o cartão de crédito responde por 78,5% do endividamento; os carnês, por 15,4%; e o crédito pessoal e financiamento de carro, por 8,0%.
Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em março de 2019 foram: cartão de crédito (75,9%), financiamento de carro (19,4%) e financiamento de casa (17,3%).
A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.
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