15/05/2018
Pesadelo: Bradesco desrespeita normas regulamentadoras e demite bancários doentes

(Arte: Linton Publio)
Desde que tomou o poder, o governo Temer cancelou centenas de milhares de aposentadorias por invalidez de trabalhadores que sofreram acidentes ou desenvolveram doenças por causa do trabalho. Muitos bancários do Bradesco que se encontram nessa situação enfrentam um pesadelo extra: o banco está demitindo essas pessoas no dia em que retornam ao trabalho.
O Bradesco é o único banco a promover essa prática. O trabalhador que se aposenta por invalidez não pode dar baixa na carteira. Ele fica com seu contrato de trabalho suspenso e a aposentadoria por invalidez é revisada periodicamente. Quando a aposentadoria é cessada pelo INSS, esse trabalhador tem de retornar ao seu antigo local de trabalho e é neste momento que ele é desligado.
Luiz Eduardo Campolungo, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, alerta que a proposta do governo Temer vem consolidar a inadimplência da União, que desvia os recursos devidos ao setor para pagamento dos juros aos bancos.
"O governo tenta destruir a Previdência Social sob a justificativa de déficit, que poderia ser resolvido através da cobrança de dívidas de grandes devedores. A proposta beneficia banqueiros em detrimento dos direitos dos trabalhadores duplamente: quando tenta transferir para o setor privado uma função social que é do Estado e, agora, com o cancelamento do benefício mesmo sem o trabalhador apresentar condições de retorno ao trabalho. Não bastasse, esses mesmos trabalhadores estão sendo demitidos no dia em que deveriam reassumir suas funções, contrariando normas regulamentadoras."
A demissão no mesmo dia do retorno ao trabalho carrega uma perversidade a mais. O tempo de afastamento só é contabilizado para aposentadoria se a pessoa trabalha ao menos um dia após retornar ao trabalho. Se ela for demitida no mesmo dia em que reassume as funções, o período em que ficou afastada não é contabilizado para aposentadoria por tempo de serviço.
Sem exame de retorno
Para completar, o Bradesco está demitindo essas pessoas sem sequer submetê-las ao exame médico de retorno.
Diante da situação, entidades sindicais acionaram o Bradesco cobrando o fim dessas demissões, a revisão das dispensas que já ocorreram e o agendamento de uma reunião.
Mais de 400 mil benefícios cancelados
Em abril, o governo federal anunciou o cancelamento de 422 mil benefícios sociais. Nessa leva, 228 mil são de auxílios-doença, 151 mil de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e 43 mil de aposentadorias por invalidez.
O Bradesco é o único banco a promover essa prática. O trabalhador que se aposenta por invalidez não pode dar baixa na carteira. Ele fica com seu contrato de trabalho suspenso e a aposentadoria por invalidez é revisada periodicamente. Quando a aposentadoria é cessada pelo INSS, esse trabalhador tem de retornar ao seu antigo local de trabalho e é neste momento que ele é desligado.
Luiz Eduardo Campolungo, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, alerta que a proposta do governo Temer vem consolidar a inadimplência da União, que desvia os recursos devidos ao setor para pagamento dos juros aos bancos.
"O governo tenta destruir a Previdência Social sob a justificativa de déficit, que poderia ser resolvido através da cobrança de dívidas de grandes devedores. A proposta beneficia banqueiros em detrimento dos direitos dos trabalhadores duplamente: quando tenta transferir para o setor privado uma função social que é do Estado e, agora, com o cancelamento do benefício mesmo sem o trabalhador apresentar condições de retorno ao trabalho. Não bastasse, esses mesmos trabalhadores estão sendo demitidos no dia em que deveriam reassumir suas funções, contrariando normas regulamentadoras."
A demissão no mesmo dia do retorno ao trabalho carrega uma perversidade a mais. O tempo de afastamento só é contabilizado para aposentadoria se a pessoa trabalha ao menos um dia após retornar ao trabalho. Se ela for demitida no mesmo dia em que reassume as funções, o período em que ficou afastada não é contabilizado para aposentadoria por tempo de serviço.
Sem exame de retorno
Para completar, o Bradesco está demitindo essas pessoas sem sequer submetê-las ao exame médico de retorno.
Diante da situação, entidades sindicais acionaram o Bradesco cobrando o fim dessas demissões, a revisão das dispensas que já ocorreram e o agendamento de uma reunião.
Mais de 400 mil benefícios cancelados
Em abril, o governo federal anunciou o cancelamento de 422 mil benefícios sociais. Nessa leva, 228 mil são de auxílios-doença, 151 mil de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e 43 mil de aposentadorias por invalidez.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Cultura Red Pill: o discurso de ódio às mulheres que se concretiza em violências físicas, psicológicas e letais
- Copom reduz Selic em 0,25 ponto, mas mantém juros elevados e críticas à política monetária
- Sindicato vai à luta contra metas abusivas e escancara realidade dos trabalhadores do Mercantil
- Sindicato debate campanha nacional e fortalece estratégias de luta com análise de conjuntura e mobilização da diretoria
- Pagamento do Super Caixa de 2025 e regras para 2026 frustram empregados. Apcef/SP e Sindicato cobram negociação dos critérios em mesa
- Itaú lucra bilhões, corta empregos e precariza atendimento: Sindicato vai às ruas e cobra responsabilidade social
- Dia Nacional de Luta no Bradesco: Sindicato vai às ruas contra demissões e abandono da população
- 2º turno da eleição para o CA da Caixa começa nesta quarta-feira (18). Vote Fabiana Uehara - 0001!
- Contraf-CUT e Sindicatos lançam panfleto didático e interativo de como enfrentar atitudes tóxicas e de violência doméstica
- Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha
- Mesmo com mercado de trabalho aquecido, bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas
- Eleições da Cassi começam nesta sexta-feira (13); associados podem votar por aplicativo, site e terminais do BB
- Pela vida das mulheres: Sindicato mobiliza agências e reforça combate à violência de gênero
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa