Comando Nacional dos Bancários debate estratégia para Campanha Nacional
O Comando Nacional dos Bancários se reuniu, na tarde desta segunda-feira (8), para debater a estratégia da Campanha Nacional 2016. O encontro acontece um dia antes da entrega da minuta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, explicou que o Comando Nacional analisou o momento nebuloso que estamos vivendo na entrega da Minuta de Reivindicação dos Bancários.
“Vivemos nesta campanha uma insegurança institucional muito grande, governados por um presidente interino que é sustentado por um Congresso Nacional desfavorável aos trabalhadores. A grande mídia vem apoiando as propostas conservadoras de privatizações e flexibilização de direitos. Um momento difícil", lamentou.
Foram debatidas as possibilidades de negociação para a Campanha Nacional 2016, considerando a centralidade que o tema "Emprego" tem neste ano, as ameaças de retiradas de direitos e o cenário econômico. Também foi definido um Seminário Preparatório para o Comando aprofundar a estratégia e a análise dos aspectos conjunturais.
"No ato da entrega da Minuta à Fenaban, o Comando Nacional vai debater um calendário de negociações condizente e vai cobrar dos bancos a responsabilidade social e a valorização dos seus empregados. E mais uma vez, o Comando reitera o seu compromisso de unidade nacional e de forte mobilização da categoria para proteger nossos direitos e avançar. Vamos falar a cada bancário e a cada bancária que "só a luta te protege!". Temos certeza de que a categoria vai responder positivamente", afirmou.
O presidente da Contraf-CUT informou ainda ao Comando Nacional dos Bancários o andamento da Campanha Nacional dos financiários. Na segunda e última reunião, realizada no dia 2 de agosto, a Federação das Financeiras apresentou a proposta de reajuste de 7,86% para as cláusulas econômicas (correspondente a 80% do INPC de 9,83%, referente a junho/2016). O índice está muito aquém da reivindicação dos financiários, de reposição da inflação, mais 5% de aumento de real, e foi rejeitado, pelos representantes dos trabalhadores, na própria mesa de negociação.
A próxima rodada de negociação está marcada para 23 de agosto, na sede da Fenacrefi, em São Paulo.
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