04/05/2026
Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
A mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a direção da Caixa, realizada na última quinta-feira (30), foi marcada por críticas contundentes à forma como o banco vem conduzindo mudanças no atendimento, que desrespeitam empregados.
Na reunião, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização crescente dos empregados e cobrou respostas para problemas que vêm se acumulando nas unidades: sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência.
A comissão cobrou debate sobre o SuperCaixa, que precisa de regras transparentes e justas. “O diálogo, infelizmente, é o que se diz, mas não é o que se faz”, criticou Rogério Campanate.
“A gente precisa de compromisso real de justiça, transparência nas regras e respeito aos trabalhadores”, reforçou Érico Jesus. Segundo a CEE, o tema será levado ao Comando Nacional dos Bancários, que avaliará todas as possibilidades cabíveis para atuar frente aos problemas relacionados ao programa.
Entre os pontos criticados também estão a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital, que vêm alterando profundamente a rotina dos trabalhadores sem que, segundo a CEE, haja planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados.
O modelo “Figital”, que combina atendimento físico e digital, também sofreu críticas dos representantes dos trabalhadores. Na prática, segundo relatos levados à mesa, empregados vêm sendo obrigados a atender simultaneamente clientes de forma presencial e virtual, sob cobrança intensa por desempenho e entregas à unidade para que o tempo de espera no canal digital ultrapasse cinco minutos.
“É um modelo que tem aprofundado a sobrecarga, aumentado o desgaste emocional e agravado o sentimento de insatisfação entre os empregados”, avaliou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco.
Um dos pontos de discussão foi a adoção de penalidades em 129 agências incluídas no projeto piloto do Gênesis. Para a CEE, não faz sentido que unidades ainda em fase de teste sejam submetidas a metas rígidas e punições antes mesmo da consolidação de um modelo definitivo.
Também houve críticas à implementação das plataformas PJ. A representação apontou falta de negociação prévia, precariedade nas condições de trabalho, insuficiência de pessoal, ausência de treinamento adequado e pressão constante por metas. Segundo os representantes, trabalhadores que sempre atuaram no atendimento à Pessoa Física estão sendo empurrados para novas atribuições, muitas vezes sem preparação e sem a estrutura necessária para absorver a demanda.
“A Caixa diz que está preocupada com a questão da saúde mental dos empregados, mas está fabricando pessoas doentes, além de descumprir o Acordo Coletivo. É isso que está acontecendo com essa plataforma PJ”, afirmou Cardoso.
Outro ponto fortemente debatido foi a situação de caixas e tesoureiros, tema que se arrasta há meses sem solução definitiva. A representação cobrou resposta concreta sobre o futuro dessas funções diante da redução do atendimento presencial, do fechamento ou transformação de unidades e das mudanças no modelo operacional do banco. A principal preocupação é garantir que nenhum trabalhador tenha perda de renda em razão da reestruturação.
Ao abordar o tema, a representante dos empregados, Luiza Hansen, destacou o clima de incerteza que se espalhou. “A cobrança aqui é por uma solução definitiva, que garanta, em especial, que os colegas não tenham sua renda afetada. Hoje ainda há muita insegurança sobre qual caminho a Caixa pretende seguir”, afirmou.
O avanço do adoecimento mental entre bancários também ganhou destaque. Felipe Pacheco citou pesquisa da Fenae que revela um cenário alarmante: 32% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. O levantamento mostra ainda que 37% já receberam diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, enquanto 61% dizem não perceber apoio adequado da empresa à saúde mental.
Em resposta à comissão, a Caixa informou que está avaliando reivindicações relacionadas ao SuperCaixa, que pretende aperfeiçoar seus modelos de atendimento e gestão e que continua estudando alternativas para caixas e tesoureiros. Para a representação dos empregados, no entanto, as respostas seguem insuficientes. “São respostas vazias que não atendem às demandas dos empregados diante da gravidade dos problemas enfrentados diariamente por quem sustenta o banco”, avaliou Cândida Fernandes (Chay). “Vamos encaminhar ao Comando a reincidência dessas respostas vazias do banco, de forma a definir outras formas de atuação, como mobilização da base e as medidas cabíveis para proteger os empregados”, reiterou.
Saúde Caixa
A CEE também cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. A representação reforçou pautas já conhecidas dos empregados, como a retirada do teto de custeio de 6,5% e a volta do modelo em que a Caixa efetivamente arque com 70% dos custos do plano, melhorias nos processos de credenciamento e descredenciamento, além da ampliação da rede de atendimento, incluindo a possibilidade de compartilhamento da rede credenciada com a Cassi. Uma nova mesa de negociação sobre o Saúde Caixa será realizada no fim de maio.
Na reunião, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização crescente dos empregados e cobrou respostas para problemas que vêm se acumulando nas unidades: sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência.
A comissão cobrou debate sobre o SuperCaixa, que precisa de regras transparentes e justas. “O diálogo, infelizmente, é o que se diz, mas não é o que se faz”, criticou Rogério Campanate.
“A gente precisa de compromisso real de justiça, transparência nas regras e respeito aos trabalhadores”, reforçou Érico Jesus. Segundo a CEE, o tema será levado ao Comando Nacional dos Bancários, que avaliará todas as possibilidades cabíveis para atuar frente aos problemas relacionados ao programa.
Entre os pontos criticados também estão a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital, que vêm alterando profundamente a rotina dos trabalhadores sem que, segundo a CEE, haja planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados.
O modelo “Figital”, que combina atendimento físico e digital, também sofreu críticas dos representantes dos trabalhadores. Na prática, segundo relatos levados à mesa, empregados vêm sendo obrigados a atender simultaneamente clientes de forma presencial e virtual, sob cobrança intensa por desempenho e entregas à unidade para que o tempo de espera no canal digital ultrapasse cinco minutos.
“É um modelo que tem aprofundado a sobrecarga, aumentado o desgaste emocional e agravado o sentimento de insatisfação entre os empregados”, avaliou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco.
Um dos pontos de discussão foi a adoção de penalidades em 129 agências incluídas no projeto piloto do Gênesis. Para a CEE, não faz sentido que unidades ainda em fase de teste sejam submetidas a metas rígidas e punições antes mesmo da consolidação de um modelo definitivo.
Também houve críticas à implementação das plataformas PJ. A representação apontou falta de negociação prévia, precariedade nas condições de trabalho, insuficiência de pessoal, ausência de treinamento adequado e pressão constante por metas. Segundo os representantes, trabalhadores que sempre atuaram no atendimento à Pessoa Física estão sendo empurrados para novas atribuições, muitas vezes sem preparação e sem a estrutura necessária para absorver a demanda.
“A Caixa diz que está preocupada com a questão da saúde mental dos empregados, mas está fabricando pessoas doentes, além de descumprir o Acordo Coletivo. É isso que está acontecendo com essa plataforma PJ”, afirmou Cardoso.
Outro ponto fortemente debatido foi a situação de caixas e tesoureiros, tema que se arrasta há meses sem solução definitiva. A representação cobrou resposta concreta sobre o futuro dessas funções diante da redução do atendimento presencial, do fechamento ou transformação de unidades e das mudanças no modelo operacional do banco. A principal preocupação é garantir que nenhum trabalhador tenha perda de renda em razão da reestruturação.
Ao abordar o tema, a representante dos empregados, Luiza Hansen, destacou o clima de incerteza que se espalhou. “A cobrança aqui é por uma solução definitiva, que garanta, em especial, que os colegas não tenham sua renda afetada. Hoje ainda há muita insegurança sobre qual caminho a Caixa pretende seguir”, afirmou.
O avanço do adoecimento mental entre bancários também ganhou destaque. Felipe Pacheco citou pesquisa da Fenae que revela um cenário alarmante: 32% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. O levantamento mostra ainda que 37% já receberam diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, enquanto 61% dizem não perceber apoio adequado da empresa à saúde mental.
Em resposta à comissão, a Caixa informou que está avaliando reivindicações relacionadas ao SuperCaixa, que pretende aperfeiçoar seus modelos de atendimento e gestão e que continua estudando alternativas para caixas e tesoureiros. Para a representação dos empregados, no entanto, as respostas seguem insuficientes. “São respostas vazias que não atendem às demandas dos empregados diante da gravidade dos problemas enfrentados diariamente por quem sustenta o banco”, avaliou Cândida Fernandes (Chay). “Vamos encaminhar ao Comando a reincidência dessas respostas vazias do banco, de forma a definir outras formas de atuação, como mobilização da base e as medidas cabíveis para proteger os empregados”, reiterou.
Saúde Caixa
A CEE também cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. A representação reforçou pautas já conhecidas dos empregados, como a retirada do teto de custeio de 6,5% e a volta do modelo em que a Caixa efetivamente arque com 70% dos custos do plano, melhorias nos processos de credenciamento e descredenciamento, além da ampliação da rede de atendimento, incluindo a possibilidade de compartilhamento da rede credenciada com a Cassi. Uma nova mesa de negociação sobre o Saúde Caixa será realizada no fim de maio.
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