Campanha em defesa das empresas e bens públicos marca ato para 6 de junho
Valorizar o que é público e pertence ao povo brasileiro. Esse o objetivo do evento que o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas promove no próximo 6 de junho na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Com debates, workshops e atividades culturais, a ideia é lançar uma campanha nacional em defesa do bem público e promover a discussão sobre sua importância.
Com a frase “Defender as empresas públicas é defender o Brasil”, a partir do questionamento “O que é público para você?”, a campanha pretende reunir os mais diversos setores da sociedade, trabalhadores e usuários de bens, espaços e serviços públicos, fortalecendo alianças entre setores progressistas e democráticos.
Participam da gestão organizativa do comitê as centrais sindicais CUT, CTB, UGT, CSP-Conlutas, Intersindical e Nova Central, além das entidades de apoio Fenae, FUP e Contraf-CUT.
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, aponta preocupação com a “Ponte para o Futuro”, que é o plano de governo do presidente interino, pois faz referências à redução do papel do Estado e a redução de gastos públicos, com intenções claras de privatização das empresas públicas. “Os empregados da Caixa, do BB, do Basa, do BNB e demais bancos públicos estão particularmente preocupados. Os boatos são de desmonte, redução do papel, e até de privatização. É fundamental ampliar nossa luta em defesa das empresas e dos bens públicos”, afirma
“Embora o comitê tenha como prioridade as empresas públicas, e tenha nascido da luta contra projetos que as ameaçam (PLS 555, atual LP 4918), nossa intenção é ampliar esse debate e a defesa a todos os segmentos da sociedade”, explica a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano.
Rita destaca que, nesse momento, em que governa o presidente interino Michel Temer, crescem os riscos de privatizações e de mudanças que podem ser dramáticas para os trabalhadores e toda a sociedade brasileira, com retirada de direitos e retrocessos - como na Previdência, por exemplo, ou na desvalorização de temas essenciais, como a cultura, igualdade etc. Assim, além das estatais, estarão em foco o espaço público, a saúde, a educação, a comunicação e a cultura, com geração de propostas que serão difundidas nas redes sociais e imprensa, especialmente a alternativa.
A programação completa do evento no dia 6 de junho deverá ser divulgada nos próximos dias.
MAIS NOTÍCIAS
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais