07/03/2016
Lei do Feminicídio completa hoje um ano de vigência no Brasil
Há um ano, no dia 7 de março, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei 13.104, conhecida como Lei do Feminicídio. Com a mudança, o feminicídio passou a ser considerado homicídio qualificado, entrando para o rol dos crimes hediondos.
Entende-se como feminicídio os homicídios de mulheres envolvem violência doméstica e familiar, ou quando se evidencia menosprezo ou discriminação à condição de mulher, caracterizando crime por razões de condição do sexo feminino. “A lei é positiva, pois os agressores além de passarem mais tempo presos, caracterizada a motivação de gênero o crime é considerado grave e inafiançável”, explicou Adriana Magalhães, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A sanção da lei representa um marco no combate à violência contra a mulher, já que evidencia a discriminação e o machismo como grandes fatores que levam às agressões e mortes de milhares de mulheres. Nos registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e do Ministério da Saúde (MS) consta que, entre 1980 e 2013, o país contabilizou 106.093 assassinatos de mulheres. “Não é possível vivermos num pais em que a violência contra a mulher é banalizada, a lei sancionada obriga os governos a adotarem medidas para combater a violência e suas causas, que é uma sociedade machista”, ressaltou.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em 2013, coloca o Brasil na 5ª posição internacional, no ranking de 83 países. Só em 2013, do total de assassinatos de mulheres, 33,2% foram cometidos pelos familiares (pai, irmãos, filhos, primos, tios e padrastos), parceiros e ex-parceiros das vítimas.
Apenas em 2014 foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um total de 85,9 mil meninas e mulheres vítimas de violência exercida por familiares ou parceiros.
Adriana lembra que além da lei do feminicídio, o país instituiu a lei Maria da Penha, a central 180 e a Casa da Mulher Brasileira, que dá apoio às vítimas. “Estamos avançando no combate a violência, mas precisamos avançar ainda mais na mudança de cultura, termos uma sociedade que respeite nossos direitos, é obrigação com o presente e o futuro das gerações”, pontuou. Para isso, a sindicalista acredita que é necessária a conscientização e uma política inclusiva nas escolas e nos locais de trabalho. “Enquanto não se muda a cultura, esperamos que com medidas mais duras os índices diminuam e saiamos desse ranking vergonhoso”, concluiu.
Entende-se como feminicídio os homicídios de mulheres envolvem violência doméstica e familiar, ou quando se evidencia menosprezo ou discriminação à condição de mulher, caracterizando crime por razões de condição do sexo feminino. “A lei é positiva, pois os agressores além de passarem mais tempo presos, caracterizada a motivação de gênero o crime é considerado grave e inafiançável”, explicou Adriana Magalhães, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A sanção da lei representa um marco no combate à violência contra a mulher, já que evidencia a discriminação e o machismo como grandes fatores que levam às agressões e mortes de milhares de mulheres. Nos registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e do Ministério da Saúde (MS) consta que, entre 1980 e 2013, o país contabilizou 106.093 assassinatos de mulheres. “Não é possível vivermos num pais em que a violência contra a mulher é banalizada, a lei sancionada obriga os governos a adotarem medidas para combater a violência e suas causas, que é uma sociedade machista”, ressaltou.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em 2013, coloca o Brasil na 5ª posição internacional, no ranking de 83 países. Só em 2013, do total de assassinatos de mulheres, 33,2% foram cometidos pelos familiares (pai, irmãos, filhos, primos, tios e padrastos), parceiros e ex-parceiros das vítimas.
Apenas em 2014 foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um total de 85,9 mil meninas e mulheres vítimas de violência exercida por familiares ou parceiros.
Adriana lembra que além da lei do feminicídio, o país instituiu a lei Maria da Penha, a central 180 e a Casa da Mulher Brasileira, que dá apoio às vítimas. “Estamos avançando no combate a violência, mas precisamos avançar ainda mais na mudança de cultura, termos uma sociedade que respeite nossos direitos, é obrigação com o presente e o futuro das gerações”, pontuou. Para isso, a sindicalista acredita que é necessária a conscientização e uma política inclusiva nas escolas e nos locais de trabalho. “Enquanto não se muda a cultura, esperamos que com medidas mais duras os índices diminuam e saiamos desse ranking vergonhoso”, concluiu.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais