16/02/2016

Bancos privados começaram a pagar segunda parcela da PLR; próximo é o Santander

O Bradesco foi o primeiro a pagar a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados no dia 5 de fevereiro. Na data, o banco liberou o valor adicional (descontando o que foi antecipado em novembro) mais 2,2 salários a título de PLR. Além disso, os funcionários do banco receberam a parcela a mais que determina a distribuição de 2,2% do lucro – ou seja, todos recebem o mesmo valor –, com limite de R$ 4.043,58.

O Santander fará o crédito da segunda parcela da PLR no dia 19. Além do salário, seus trabalhadores também farão jus a uma importante conquista, fruto da mobilização. Na mesma data receberão os valores relativos ao Programa Próprio de Resultados Santander (PPRS), de no mínimo R$ 2.016, descontado o que já receberam por conta de programas de renda variável.

A confirmação da antecipação do Bradesco e do Santander atende solicitação, encaminhada pelo movimento sindical, no último dia 28, às direções de todos os bancos, em função da concentração de despesas assumidas pelos bancários entre janeiro e fevereiro.

Já o Itaú negou o pedido de antecipação sem ao menos explicar o porquê, mas informou que fará o pagamento da PLR, PLR Adicional e diferenças da PCR no dia 29 de fevereiro. O percentual do teto da PLR será de 2,2 salários e o valor teto da PLR Adicional será de R$ 4.043,58. Para a PCR (Participação Complementar de Resultado) haverá o pagamento da diferença de R$2.285,00 (adiantamento) do valor a ser pago R$ 2.395,00, em razão do ROE em 2015 ter sido de 23,9%.

“Os bancos, de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), têm até o dia 1º de março para depositar a segunda parcela da PLR, mas segundo os balanços já divulgados, todos têm condições de realizarem a antecipação dos valores”, alfineta Alberto Maranho, diretor de Bancos Privados da Fetec-CUT/SP. 

Regra da PLR

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica corresponde a 90% do salário do bancário mais uma parte fixa de R$ R$ 2.021,79 (limitado ao valor individual de R$ 10.845,92). O montante a ser distribuído deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro (com teto de R$ 23.861).

Antecipação

Os bancários receberam em novembro de 2015 a primeira parcela da PLR, ou 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07, limitado a R$ 6.507,55 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco (o que ocorrer primeiro) apurado no primeiro semestre deste ano. O adicional foi 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015 dividido igualmente, com o teto de R$ 2.021,79.

PLR sem IR

Desde 2013, fruto da mobilização do movimento sindical, os bancários também têm direito a uma tabela de tributação exclusiva da PLR, que garante isenção para quem recebe até R$ 6.677,55 e descontos a partir desse valor. Assim, todos pagarão menos imposto de renda, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

Bancos Públicos

O Banco do Brasil não antecipa o pagamento da segunda parcela da PLR. A Caixa Federal informou que o pagamento será posterior a 1º de março, em virtude da publicação do balanço só estar prevista para o final de fevereiro. Uma ressalva no acordo aditivo do banco permite pagamento entre 1º e 31 de março. Mesmo assim, as entidades sindicais continuam reivindicando a antecipação nos federais.

Fonte: Fetec-CUT/SP, com edição de Seeb Catanduva

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