Mês da Mulher: reflexões por igualdade na vida e no trabalho
Em pleno século XXI, as mulheres ainda recebem salários menores do que ganham os homens. Conforme estudo da Fundação Seade e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na região metropolitana de São Paulo, elas ganham 75,7% do valor pago aos homens para o desempenho das mesmas funções, mesmo apresentando grau de instrução superior ao do universo masculino.
Nos cargos com nível superior completo, a diferença de remuneração entre homens e mulheres é maior: elas recebem 63,8% do valor pago a eles para as mesmas funções, menos que em 2000, quando esse percentual era de 65,2%.
Na última década, a escolaridade das mulheres melhorou, com 17,1% das profissionais apresentando ensino superior completo. Em 2000, esse percentual era de 12,9%. Entre os homens, apenas 13% apresentam nível superior completo, embora tenha havido um avanço frente aos 10,8% do início da década passada.
Conforme o estudo, entre 2009 e 2010, a participação feminina no mercado de trabalho (proporção das mulheres com idade acima de dez anos em situação de ocupadas ou desempregadas) subiu de 55,9% para 56,2%, enquanto para os homens, o indicador ficou estável, passando de 71,5% para 71,6%.
“Nos últimos anos, vários avanços foram alcançados por melhores condições de vida e no trabalho para as mulheres como fruto de muita luta. Mas, ainda há muito o que lutar para alcançarmos a necessária igualdade na vida e no trabalho para as mulheres”, afirma Aline Molina, secretária geral da FETEC-CUT/SP, ao frisar que este é um mês de reflexões em torno de todas as lutas contra as discriminações de gênero.
Como mote para as atividades do mês, a CUT elegeu os seguintes eixos: Mulheres em Todos os Cargos, Profissões e com Igualdade Salarial; Política de valorização permanente do salário mínimo; garantia de creches e escolas públicas em tempo integral; e fim da violência contra as mulheres.
Fonte: Fetec-CUT/SP
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