E a correção da tabela?
O primeiro ato dos bancários em 2011 será na Avenida Paulista. Os trabalhadores, convocados pela CUT e demais centrais sindicais, promovem na terça-feira 18, no coração financeiro de São Paulo, um grande protesto pela correção da tabela do imposto de renda, em frente ao prédio da Receita Federal.
A concentração está prevista para 10h, no vão livre do Masp, com caminhada até a Receita, onde será realizado ato às 12h.
Acordo conquistado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, corrigiu a tabela em 4,5% ao ano desde 2007, após um grande período em que permaneceu engessada durante a administração FHC. Para 2011, no entanto, ainda não há uma política prevista.
Assim, as seis maiores centrais sindicais do Brasil (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, NCST e UGT) decidiram, em reunião realizada na manhã da última terça-feira, aumentar a pressão sobre o governo federal, pela atualização da tabela, além da manutenção da política de valorização do salário mínimo e o reajuste de 80% nos benefícios das pensões e aposentadorias que recebem acima do salário mínimo. Os representantes dos trabalhadores também definiram o envio de um pedido de audiência com a presidenta Dilma Roussef para tratar emergencialmente dessas questões.
Em nota oficial, as centrais alertaram para a importância da atualização da tabela do Imposto de Renda. “Sem esta correção, virariam fumaça os aumentos reais de salário conquistados por inúmeras categorias profissionais como bancários, comerciários, metalúrgicos, metroviários e trabalhadores da informática, pois acabariam mudando de alíquota e tendo majorada a sua contribuição para a Receita”.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, reforça a importância dessa luta. “Nós bancários, que nos últimos sete anos arrancamos aumentos reais de salários dos bancos à custa de duras greves, não queremos ver nossos suados reajustes devorados pelo leão do imposto de renda”, destaca a dirigente. “Por isso estaremos no protesto do dia 18, na Paulista, e onde mais for necessário, para fazer valer o direito que os trabalhadores têm à correção da tabela do IR, de acordo com a inflação do período.”
Salário mínimo – Conforme informado pelas centrais sindicais, os R$ 540 previstos para o salário mínimo nacional, no orçamento de 2011, e estabelecidos pela Medida Provisória 516, representam variação nominal de apenas 5,88% em relação ao valor anterior de R$ 510, sendo inferiores até mesmo aos 6,47% apontados pelo INPC, jogando um balde de água fria na política de valorização conquistada pelos trabalhadores durante do governo Lula.
“A ação conjunta das centrais sindicais em torno destes três pontos reforça a pressão para sensibilizar o governo e os parlamentares da necessidade da negociação com os trabalhadores. Mais do que valores, estamos falando de um projeto de país, de desenvolvimento com justiça social e distribuição de renda”, declarou o secretário-geral da CUT, Quintino Severo.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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