Mínimo sem aumento real é má notícia de Natal para 47 milhões de brasileiros
O Orçamento da União prevê que o salário mínimo vai ficar mesmo nos R$ 540.
Se mantido esse valor, o governo Lula perderá, assim, a oportunidade de terminar seus oito anos com a adoção de aumento real para o salário mínimo 2011, o que contradiz a relação desse mesmo governo com o tema.
E o governo Dilma perderá a oportunidade de começar com um aumento real para o salário mínimo, do qual dependem direta ou indiretamente 47 milhões de brasileiros. Não combina com o mote de sua campanha, o de erradicar a miséria no Brasil.
Como demonstrado por estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, 67% de toda a migração de pessoas das classes E e D para a classe C deve-se aos aumentos reais para o salário mínimo - mais do que o papel desempenhado pelo Bolsa Família, por exemplo.
Se não houver aumento real para o mínimo, punem-se os trabalhadores brasileiros pela crise internacional iniciada em 2008, sobre a qual não tiverem responsabilidade alguma, e não se reconhece o papel importante que tiveram na superação dessa mesma crise.
Enquanto isso, o empresariado fica integralmente com os benefícios de políticas que o beneficiaram durante a crise, como a desoneração temporária de impostos.
Além disso, estavam na pauta de negociação com as centrais - processo interrompido pelo governo após uma única reunião - a correção da tabela do imposto de renda e o aumento para aposentadorias acima do salário mínimo. Nenhum dos temas foi adiante, mas, quase ao mesmo tempo, o governo anuncia incentivos fiscais para investimentos de longo prazo. Para os trabalhadores, nada.
Essa decisão, se mantida, será ruim para a imagem do governo que termina e do governo que vai começar, mas é bem pior para o cotidiano de quem precisa do salário mínimo.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
Fonte: CUT - Blog do Artur Henrique
MAIS NOTÍCIAS
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi