Reunião da CUT debate correção da tabela do IR
Um acordo entre a Central Única dos Trabalhadores, junto com as outras centrais sindicais e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, desde 2007, a correção da tabela do imposto de renda. Foram 4,5% de reajuste nos últimos quatro anos, após um grande período em que permaneceu engessada durante o governo FHC. Para 2011, no entanto, ainda não há uma política prevista.
Por isso, o tema está no centro dos debates da reunião da Executiva Nacional da CUT, desde terça-feira 30, em Brasília. Também estão na pauta do encontro que reúne dirigentes sindicais de todo país, como a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, a manutenção da política de valorização do salário mínimo e o reajuste dos aposentados.
“Queremos a correção imediata da tabela do imposto de renda, de forma que esteja prevista no orçamento que será votado ainda neste mês de dezembro”, explica Juvandia. “Os trabalhadores lutam por aumento real nos salários e não é justo que o IR venha corroer parte significativa desses aumentos”, afirma a dirigente. “As correções feitas até agora foram importantes e essa política tem de continuar.”
Injusto – Juvandia ressalta o caráter regressivo do sistema tributário brasileiro. “Defendemos mudanças que devem tornar a cobrança mais justa e progressiva: quem pode mais, deve pagar mais.”
Mas o que acontece é o contrário. No Brasil, quem pode menos paga mais, já que 60% dos impostos são indiretos, ou seja, taxam os produtos e serviços. Os países desenvolvidos, que têm impostos progressivos, taxam principalmente os ganhos e o patrimônio.
PLR – Outro ponto que a presidenta do Sindicato critica, é a taxação da PLR recebida pelos trabalhadores. “Queremos criar uma regra por meio da qual, até determinado limite, os bancários fiquem isentos do pagamento de imposto de renda sobre a PLR. A tributação deve recair sobre quem ganha demais, e esse não é o caso dos trabalhadores”, afirma a dirigente.
2011 – A reunião da Executiva Nacional da CUT destacou que a eleição de Dilma Rousseff foi conduzida pela expectativa de aprofundar as mudanças no Brasil.
E, para isso, é necessário ampliar os investimentos públicos em políticas sociais, aprofundar a ação do Estado e aplicar maciçamente recursos no desenvolvimento de setores como educação e saúde, além da valorização permanente do salário mínimo e da renda dos trabalhadores para gerar mais e melhores empregos.
O presidente da Central, Artur Henrique, destacou que “tem de ter Estado” para promover essas mudanças e não limitar investimentos nas políticas públicas e sociais, como querem alguns setores. “Queremos uma outra forma de enxergar o movimento social e sindical. Não quero discutir só pauta de reivindicações. Quero discutir projeto de país. Nós temos propostas. Queremos ter influência política nos rumos do desenvolvimento.”
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
MAIS NOTÍCIAS
- Funcef: Começou a prova de vida para os nascidos em setembro
- Planos da Funcef mantêm desempenho acima das metas até julho
- Bancários de Catanduva e região aprovam proposta dos bancos privados e rejeitam acordos do BB e da Caixa
- Perguntas e respostas sobre as assembleias dos bancários
- Negociação garante bônus de R$ 3 mil para funcionários do Banco do Brasil
- Sindicato conquista na Justiça pagamento da 7ª e 8ª horas a tesoureiros da Caixa
- Caixa: Veja proposta que será votada na assembleia
- Grito dos Excluídos 2026 leva às ruas luta por terra, paz, moradia e soberania
- Câmara aprova Convenção 190 da OIT contra violência e assédio no trabalho
- Fim da escala 6x1 é aprovado na CCJ; votação no plenário do Senado será marcada
- Assembleia virtual nos dias 3 e 4 de setembro vai decidir sobre proposta da Fenaban, BB e Caixa
- Banco do Brasil finaliza proposta para renovação do ACT específico
- Confira a proposta da Caixa Econômica Federal
- Mesa de negociação com Banco do Brasil foi remarcada para terça-feira (1º)
- Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico