Contraf-CUT assina acordo aditivo com BB e Caixa nesta sexta, no Rio
A Contraf-CUT assina nesta sexta-feira 29 com o Banco do Brasil e com a Caixa os acordos aditivos da Convenção Coletiva do Trabalho 2010/2011 relativos às questões específicas dos trabalhadores dos dois bancos federais. Os eventos serão realizados no Rio de Janeiro: às 10h o da Caixa (no prédio da Superintendência, na Rio Branco com Almirante Barroso) e às 12h30 o do BB, no prédio conhecido como Sedan, onde fica a Superintendência do banco na capital fluminense (rua Senador Dantas).
"Os dois acordos, que acrescentam conquistas importantes nos dois bancos públicos federais, foram conseguidos após as duas semanas da maior greve da categoria nos últimos 20 anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Graças à força da greve em todo o país, o funcionalismo do BB conquistou piso salarial de R$ 1.600, o que representa 12,99% de reajuste (aumento real de 8,71%) para todos os VPs. E alcançou reajuste de 7,5% (aumento real de 3,08%) para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VRS. Conquistou ainda a implantação da Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos a 2006. Sem contar a PLR, cujo acordo foi assinado à parte e já foi depositado na conta dos bancários.
Os empregados da Caixa também tiveram avanços importantes na Campanha Nacional 2010, consolidando um processo que vem desde 2003. As conquistas vão do reajuste de 7,5% em todas as verbas salariais, elevação do piso de ingresso para R$ 1.600 (o que representa 10,11% de reajuste) e para R$ 1.637 após 90 dias (o que significa reajuste de 12,74%), além de um acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008. Os empregados conquistaram ainda uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.
Caixa paga PLR nesta sexta-feira
A Caixa paga nesta sexta-feira o total da regra básica da PLR, que corresponde a 90% do salário, mais R$ 1.100,80 com teto de R$ 7.181 ou limitado a 13% do lucro líquido projetado de 2010, o que ocorrer primeiro. Considerando a projeção conservadora do lucro deste ano em R$ 2,550 bilhões, o total de 13% do lucro virá primeiro e será insuficiente para a aplicação integral da regra básica. Desta forma, nos moldes do ano passado, será usado um redutor de 35%.
Também será creditado o total da parcela adicional da PLR que, diante da projeção do lucro de 2010, deve ficar em torno de R$ 620.
Além disso, a Caixa deposita a metade da PLR Social, conquistada com a greve deste ano, que garante a distribuição do total de 4% do lucro líquido, também dividido igualmente pelo número de empregados. Tendo em vista a projeção do lucro de 2010, cada empregado recebe agora aproximadamente R$ 620.
Fonte: Contraf-CUT
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