Bancários levam propostas para fim do assédio moral
O fim do assédio moral nas agências bancárias e nos departamentos foi o principal tema da primeira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban). Na reunião realizada na tarde dessa terça-feira 24, em São Paulo, os representantes dos trabalhadores apresentaram uma série de propostas a partir do que vem sendo debatido mês a mês nas mesas temáticas instaladas desde a Campanha Nacional Unificada do ano passado.
Em uma coisa os dois lados concordam: o assédio moral é um problema nas agências bancárias e nos departamentos. “E isso, por si só, já é um avanço conquistado pelos trabalhadores nesses anos de debate. Há algum tempo os bancos sequer reconheciam que o assédio existia”, afirma a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, que faz parte do Comando Nacional dos Bancários.
Não há total consenso, no entanto, sobre as formas para combater esse mal que atormenta os trabalhadores e está na base do adoecimento da categoria.
Os bancos se comprometem a fazer treinamento com seus gestores sobre o combate ao assédio moral, mas não aceitam negociar o conteúdo desses treinamentos com os sindicatos. “E isso queremos resolver na próxima rodada de negociação”, explica Juvandia. “Há bancos que já têm cartilhas sobre o tema com conteúdos bastante inadequados, que não vão ajudar no combate ao assédio. Por isso é tão importante que os trabalhadores possam interferir na formulação desses materiais de treinamento.”
Denúncia – Outro entrave no debate dessa terça-feira está relacionado ao sigilo os denunciados. “Vamos voltar a essa pauta na rodada de negociação da próxima quarta-feira. O Sindicato têm a preocupação de não colaborar com a impunidade dos assediadores e de não inviabilizar a ação para solucionar esse problema”, informa a presidenta do Sindicato.
A cláusula sobre assédio moral na nova Convenção Coletiva de Trabalho deve prever uma declaração explícita por parte dos bancos signitários contra qualquer ato de assédio moral. Uma das discussões é a apresentação de dados setoriais sobre o problema nos locais de trabalho. E as denúncias dos bancários devem ser apuradas pelo banco que vai informar ao Sindicato o resultado num prazo máximo de 60 dias. A entidade sindical poderá preservar o nome do denunciante.
Mais saúde - Além do combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas, a rodada de negociação abordou outras questões prioritárias para os trabalhadores. “Levamos à mesa nossas propostas para a promoção à saúde nos locais de trabalho, assim como a manutenção dos salários e direitos aos bancários afastados por motivos de saúde. É o caso da garantia de função para quem retornar de licença-médica. E o abono de faltas dos bancários com deficiência para manutenção de suas próteses. Os representantes da Fenaban devem dar resposta na próxima rodada de negociação, já que esses assuntos vêm sendo debatidos nas mesas temáticas e precisamos aproveitar tudo que avançou nesse período.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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