16/08/2010
Caixa altera PFG e concede alguns avanços, mas mantém discriminação
Apesar de avançar em alguns aspectos, as mudanças mantêm a discriminação contra os empregados que não saldaram o Reg/Replan.
A Caixa Econômica Federal divulgou, no último dia 12 de agosto, o comunicado interno CE SURSE 099/10, que traz alterações nas regras sobre substituições definidas no novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). Apesar de avançar em alguns aspectos criticados pela Contraf-CUT na apresentação do plano, as mudanças mantêm a discriminação contra os empregados que não saldaram o Reg/Replan.
Pelas novas regras, os empregados que optaram por permanecer no antigo Plano de Cargos e Carreira (PCC) passam a poder substituir funções gratificadas, o que era proibido na formulação anterior. No entanto, o texto do comunicado restringe a possibilidade aos empregados que "atendam às condições de adequação ao PFG", o que exclui os trabalhadores que estão no Reg/Replan não-saldado.
Outra mudança é a possibilidade de aproveitamento da experiência do empregado que optou por permanecer no antigo PCC quando ele participar de um Processo de Seleção Interno (PSI). Na versão original do novo plano, os bancários que fizessem essa opção competiam em desigualdade nos PSI com os trabalhadores que decidiram migrar para o PFG, uma vez que a experiência que acumulavam não contava para a seleção.
A circular da Caixa traz ainda modificações no tocante ao Adicional Pessoal Provisório de Adequação ao PFG (APPA). O valor do adicional não estará mais sujeito a alterações por conta de variações nos valores das rubricas que compõem a remuneração do cargo efetivo do empregado. Fica também mantido o APPA na lateralidade, ou seja, nos casos de dispensa e designação simultânea para função gratificada de mesmo nível remuneratório.
"A possibilidade de substituições, a contagem de tempo de experiência profissional dos trabalhadores que ficarem no PCC e a não redução do APPA atendem a reivindicações que apresentamos na mesa de negociação e representam avanços", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa. "No entanto, a manutenção da discriminação aos trabalhadores do Reg/Replan é um problema inaceitável para o movimento sindical. Exigimos que todos os bancários recebam tratamento igual e possam optar pela migração para o PFG, se assim desejarem", defende.
Fonte: Contraf-CUT, com Fenae
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Funcef: Começou a prova de vida para os nascidos em setembro
- Planos da Funcef mantêm desempenho acima das metas até julho
- Bancários de Catanduva e região aprovam proposta dos bancos privados e rejeitam acordos do BB e da Caixa
- Perguntas e respostas sobre as assembleias dos bancários
- Negociação garante bônus de R$ 3 mil para funcionários do Banco do Brasil
- Sindicato conquista na Justiça pagamento da 7ª e 8ª horas a tesoureiros da Caixa
- Caixa: Veja proposta que será votada na assembleia
- Grito dos Excluídos 2026 leva às ruas luta por terra, paz, moradia e soberania
- Câmara aprova Convenção 190 da OIT contra violência e assédio no trabalho
- Fim da escala 6x1 é aprovado na CCJ; votação no plenário do Senado será marcada
- Assembleia virtual nos dias 3 e 4 de setembro vai decidir sobre proposta da Fenaban, BB e Caixa
- Banco do Brasil finaliza proposta para renovação do ACT específico
- Confira a proposta da Caixa Econômica Federal
- Mesa de negociação com Banco do Brasil foi remarcada para terça-feira (1º)
- Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico