Compromisso com elevação do mínimo
Presidenciáveis se posicionam sobre manutenção da política negociada com trabalhadores.
A política de valorização do salário mínimo, conquistada pelos trabalhadores em negociações com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é reconhecidamente um dos mais importantes instrumentos de distribuição de renda do país.
A luta foi iniciada com a primeira Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, no ano de 2004. Em 2007 foi estabelecida a política de reajuste atrelada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e à reposição da inflação. Em 2003 o mínimo valia R$ 240 e foi aumentado gradativamente chegando este ano à casa dos R$ 510. E é o valor do salário mínimo que os bancários reivindicam como base para os vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche babá.
Além disso, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em maio, os ganhos do salário mínimo observados desde 2004 foram os fatores que mais impactaram para o aumento da renda dos que ganham menos no Brasil.
Por isso, a Rede Brasil Atual (rede de comunicação dos trabalhadores, mantida por mais de 60 sindicatos, entre eles os bancários de São Paulo) fez uma série de reportagens em que retrata a proposta dos principais candidatos à Presidência da República nas eleições 2010 para a política de valorização do salário mínimo.
Dilma – A candidata do PT, Dilma Rousseff, disse que seguirá a receita praticada durante o governo Lula. “Nós fizemos um processo com as centrais em que o reajuste do salário mínimo é a inflação do ano mais o crescimento do PIB de dois anos antes, e ele é responsável por 74% de aumento do salário mínimo entre 2003 e 2010 em termos reais”, argumentou.
Dilma lembrou que antes de Lula era corrente o discurso de que aumentar o salário mínimo teria reflexo ruim sobre a inflação. “Quando nós entramos no governo (2003), o salário mínimo estava abaixo dos US$ 100. Hoje, está perto dos US$ 300. Nós provamos que aquela conversa era mentira”, disse. Leia mais aqui.
Serra – O candidato do PSDB, José Serra, afirmou, que sua política de reajuste de salário mínimo será de melhorar “quando for possível”. Ele não apresentou mais detalhes de quais condições estabeleceria para considerar o aumento. Leia mais aqui.
Marina – A candidata do PV, Marina Silva, afirmou que sua política de governo para a valorização do salário mínimo vai depender das contas públicas. “A gente tem de ver no momento, com as contas públicas. O que é ideal e justo para a população, além de recuperar a inflação, é que se possa dar o ganho real de salário, mas isso tem de ser visto à luz da realidade.”.
FONTE:SEEB/SP Jair Rosa
MAIS NOTÍCIAS
- Lucro do Banco do Brasil despenca 53,5% no 1º trimestre de 2026
- Comando Nacional irá à mesa com Fenaban para exigir ambiente de trabalho saudável
- COE Bradesco debate renovação do Supera para 2026 e garante avanço para gestantes
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi