Alemão: unir forças é fundamental
Para o presidente da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo, a minuta de reivindicações foi fruto do exercício da democracia e que agora a categoria precisa continuar unida para conquistar seus direitos.
Durante os dias 23, 24 e 25 de julho, cerca de 700 bancários participaram da 12ª Conferência Nacional, realizada no Rio de Janeiro. Durante três dias, foram discutidas questões relacionadas a emprego, saúde, remuneração, previdência e sistema financeiro – tudo para subsidiar a elaboração da minuta de reivindicações da categoria que será negociada a partir de agosto na Campanha Nacional.
As propostas debatidas no evento vieram das conferências regionais realizadas pelos sindicatos de todo o Brasil, subsidiadas pelo resultado da consulta aplicada junto à base. Em São Paulo, a Federação dos Bancários da CUT foi responsável por realizar essas reuniões junto aos seus 15 sindicatos filiados e levar a síntese delas para a Conferência Nacional.
Às vésperas de começar o processo de negociação junto aos banqueiros, o presidente da FETEC-CUT/SP, Luiz César de Freitas, o Alemão, avalia que a Conferência Nacional foi positiva e chama os trabalhadores a se unirem ainda mais para garantir a conquista de seus direitos.
Veja abaixo a entrevista.
Na sua opinião, quais os principais destaques da 12ª Conferência Nacional dos Bancários?
Os debates durante os três dias de conferência foram bastante produtivos. Participaram quase 700 delegados de todas as partes do país, representando 460 mil trabalhadores, o que resultou numa minuta que verdadeiramente representa os anseios da categoria e totalmente de acordo com o que nos mostra a consulta que foi aplicada pelos sindicatos junto às bases.
Entre as reivindicações da categoria, estão: reajuste salarial de 11%, aumento da PLR e do piso salarial, mais contratações, fim das terceirizações, mais segurança, entre outros. Todas essas questões foram discutidas nas conferências regionais, com ampla participação dos trabalhadores, garantindo, assim, que o processo de elaboração da minuta fosse o mais democrático possível.
Além das cláusulas econômicas, quais os temas que são prioritários para a categoria?
Emprego e melhores condições de saúde no ambiente de trabalho são temas caros para os bancários neste ano. Podemos perceber essa preocupação no resultado das consultas feitas nas bases. Esses são eixos da nossa campanha que serão valorizados na mesa de negociação. Queremos garantir a adesão à Convenção 158 da OIT (contra dispensa imotivada), como também melhores condições de vida e trabalho para todos.
Qual é a orientação para os sindicatos filiados à FETEC-CUT/SP?
Os sindicatos devem intensificar o processo de mobilização da categoria, reforçando os debates sobre os eixos da campanha com os bancários e organizando os trabalhadores. Unir forças em torno das nossas reivindicações é fundamental neste momento para conquistar nossos direitos.
Quais os próximos passos na organização da Campanha Nacional?
Devemos entregar nossa minuta de reivindicações ainda na primeira quinzena de agosto e já elaborar calendário para as negociações. Realizaremos “caravanas” com materiais da campanha (jornais para os bancários e também para clientes e usuários), agregando ainda mais os sindicatos na campanha nacional unificada. O diálogo com o bancário é prioritário, mas também queremos envolver a sociedade, que também sofre diretamente com a ganância das empresas.
Fonte: FETEC/CUT-SP - Clara Quintela
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