BB: Migração das agências trazem transtornos e adoecimentos
FETEC-CUT/SP e sindicatos filiados buscam soluções para problemas decorrentes do processo de incorporação da extinta Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.
Diante dos inúmeros transtornos causados pelo processo de incorporação da extinta Nossa Caixa pelo Banco do Brasil e em face da situação caótica em que a agência de Mogi das Cruzes se encontra, o Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região agendou reunião com o GEPES São Paulo e responsável pela migração no estado, Carlos Netto, no dia 14/7.
Dentre os principais problemas apurados, que infelizmente não são exclusivos de Mogi, estão o aumento substancial de clientes, descontentamento pela nova disposição dos guichês de caixa que já não se separam, dificuldades por parte dos clientes e funcionários de acesso ao novo sistema, entre outros.
O Banco acredita que essa fase é um desafio justamente pela dificuldade dos funcionários e clientes se adaptarem ao novo sistema, mas acredita que, passado esse primeiro período de extrema conturbação, a normalidade será atingida.
Por outro lado, Carlos Netto ressaltou que compromissos importantes foram cumpridos no decorrer do período como a manutenção de comissionamentos para todos os funcionários da rede, manutenção de todos os empregos, admissão de 2.300 novos funcionários somente no estado de São Paulo, entre outros.
Diante do volume de demandas recebidas, o Sindicato de Mogi das Cruzes, representado pela diretora Adriana Pizarro, também procurou a Superintendência de Campinas, no dia 15/7, para continuar a construção de soluções. Nesta segunda reunião, o BB foi representado pelos superintendentes Estadual Sérgio Peres, pelo Regional interino José Roberto Adorno e pelo gerente de DRS Alberto Rosalino.
A reunião teve um segundo desdobramento no dia seguinte (16/7), com a presença do Regional José Roberto Adorno e todos os gestores da rede em questão. Na ocasião, foram discutidos os seguintes encaminhamentos: reorientação para as agências originariamente BB de efetivo atendimento aos clientes da extinta Nossa Caixa, sem qualquer tipo de discriminação, já que não estava sendo essa a prática até então na região; disponibilização de malotes aos clientes Pessoa Jurídica para minimizar o descontentamento no atendimento de fila única; transferência do atendimento dos clientes da Agência Estilo e respectivos funcionários do setor para agencia do BB que já oferece estrutura adequada.
“Há necessidade de o BB enxergar que o procedimento utilizado tem trazido exigências de trabalho impossíveis de serem cumpridas a contento e conseqüentemente aumentado o nível de adoecimento dos trabalhadores e insatisfação geral dos clientes, inclusive desgastando a imagem do banco com matérias publicadas na imprensa local”, afirma Adriana, que também é diretora da FETEC-CUT/SP. “É importante ressaltar que a situação só não é ainda mais grave pela demonstração de inteligência, capacidade, competência, comprometimento, profissionalismo e excelência no atendimento que mais uma vez os funcionários do banco extinto dão. É fundamental que todos tenham a compreensão que hoje fazemos parte de uma mesma empresa e que qualquer distinção trará prejuízo a todos”, afirma a diretora.
A FETEC-CUT/SP agendou reunião em sua sede entre o superintendente de Campinas Sérgio Peres e representantes dos sindicatos filiados vinculados a essa superintendência para o dia 04/08. "Os bancários dessa região devem agora encaminhar suas demandas aos seus respectivos sindicatos para que sejam discutidas. As demais superintendências serão também procuradas para que realizemos esse trabalho em todo o estado", complementa Adriana.
Fonte: FETEC/CUT-SP
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