Sindicato cobra seriedade no debate do PCS
Reivindicações foram apresentadas em reunião da mesa temática, em Brasília.
O Plano de Cargos e Salários (PCS) foi o tema central da reunião entre os representantes dos funcionários do Banco do Brasil e a direção da empresa na quinta 29, em Brasília.
Os dirigentes sindicais voltaram a insistir que o BB tem de adotar o piso do Dieese na estrutura do plano de carreiras. O banco, no entanto, alega que essa medida seria mais onerosa no BB do que em outras instituições financeiras privadas. “Diante do impasse, o Sindicato cobrou do banco a apresentação de informações em torno do impacto que a reivindicação provocaria na empresa”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ernesto Izumi, destacando que o assunto será retomado na próxima reunião.
Outra questão debatida foi a promoção “horizontal” no mesmo cargo. O banco já adotou a medida para os gerentes de módulo e avaliou positivamente a medida, pois a ascensão profissional dependeria apenas das certificações por meio de provas. Os dirigentes sindicais cobraram que o banco estude a implantação da mesma prática para outros cargos.
Sobre a incorporação das comissões pelo exercício de funções, o banco mostrou resistência à tese de aumentar os salários dessa forma. O Sindicato argumenta que tal medida é, na prática, o reconhecimento do mérito pelo exercício de cargos comissionados já previsto no projeto de Plano de Carreira e Remuneração, estudado pelo próprio banco em 2007. Esse plano reconhecia a necessidade de agregar remuneração ao salário-base dos funcionários a partir do exercício das comissões, mas foi rejeitado, pois os valores eram pequenos e não reconheciam o histórico de cada funcionário.
Na reunião, o banco se comprometeu a acolher solicitação da Comissão de Empresa sobre informações como o número de escriturários, de cargos comissionados e outros dados que possam servir de base de estudo para a construção futura de um novo plano de carreira. O BB fornecerá os dados que não sejam considerados estratégicos ou que não representem ameaça a seus negócios, mas se mostrou aberto a discutir os princípios de um Plano de Cargos e Salários com o movimento sindical.
“A mesa temática é um espaço para aprofundar o debate sobre questões importantes. Lá podemos buscar informações que auxiliem no entendimento da mesa de negociação. Mas os funcionários precisam aumentar a mobilização e participar das manifestações convocadas pelo Sindicato”, acrescenta Izumi.
Fonte: SEEB S Paulo - Jair Rosa
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