06/05/2010

Igualdade de Oportunidades: plano de ação da Fenaban não avança

Na segunda rodada de negociação com sindicalistas, a entidade patronal admitiu que está atrasada na solução de problemas.

Na segunda reunião da mesa temática de Igualdade de Oportunidades, a Fenaban assumiu que o plano de ação traçado a partir do Censo da Diversidade realizado em 2008 pela própria entidade não evoluiu de acordo com o esperado. Como razões para a não efetividade das ações, os representantes dos bancos alegaram a crise econômica mundial de 2009 e as diversas fusões com mudanças de RH. A reunião foi realizada na terça-feira, 4 de maio. A Fenaban afirmou que está refazendo o plano para agilizar resultados.

Avaliar o quadro geral do sistema financeiro em relação à promoção da igualdade também tem sido difícil para a entidade, porque, segundo os representantes dos bancos, cada empresa utiliza metodologias diferentes ao apurar os dados.

Mas nem tudo está perdido. A Fenaban apresentou um cronograma para a unificação dos indicadores das empresas. Até julho devem ser implantados índices que permitam mensurar os pontos relevantes para um diagnóstico preciso do quadro atual. Depois disso, o cronograma prevê a realização em agosto de levantamento e consolidação de dados baseados nesses indicadores. Por fim, em setembro, seria realizada uma avaliação das informações.

“O resultado do Censo confirmam o que o movimento sindical já vinha afirmando desde 2001, quando da realização da Pesquisa "O Rosto dos Bancários": realmente existe na categoria diferença salarial entre mulheres e homens, mesmo exercendo a mesma função. As mulheres da categoria têm menos promoção ou ascensão profissional que os homens”, afirma a secretária de Políticas Sindicais Sociais da FETEC-SP, Maria Izabel da Silva, a Bel. “O que é relevante é que obtivemos informação das ações propostas para corrigir essas desigualdades. Importante também salientar que, de acordo com o que foi negociado e está na nossa Convenção Coletiva 2009/2010, reafirmado pela representação dos bancos na reunião, o movimento sindical acompanhará o desenvolvimento desse plano de ação para reverter essa situação".

Além de Bel representando a FETEC-SP, a segunda rodada de negociação contou com a presença de representantes sindicais de diversas entidades: Deise Recoaro (Contraf-CUT), Juvândia Moreira (Sindicato de São Paulo), Adilma Nunes (Sindicato do Rio de Janeiro), Iracini Veiga (Feeb-RJ/ES), Denise Correia (Fetrafi-RS); Jair Sanches (Fetec-PR), Manoel Duque (Fetec-CN) e Ângela Ulices Savian (Feeb-SP/MS).

Ampliação da licença maternidade - No segundo tema discutido na reunião, sobre a campanha de sensibilização da importância da ampliação licença da maternidade e do aleitamento maternos até os 6 meses, os representantes da entidade patronal respondeu que, em consulta aos bancos, não sentiu a resistência apontada pelos sindicalistas, após denúncias de algumas trabalhadoras sobre pressão de seus respectivos chefes para que elas não pedissem ampliação de suas licenças maternidade. No entanto, a Fenaban reconheceu que não existe atualmente “alinhamento de compasso” entre os bancos.

Os representantes dos bancários deixaram claro que irão fazer a campanha quer tenham o apoio dos bancos ou não, embora a proposta seja para que essa campanha seja feita em conjunto com as empresas.

Essa discussão será retomada na próxima rodada de negociação, que está marcada para 15 de junho.

Campanha de Combate a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes – Os sindicalistas também entregaram aos representantes dos bancos o kit da Campanha de Combate à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes promovida pelas entidades representantes dos bancários, iniciativa da FETEC-CUT e Afubesp, em parceria com a Contraf-CUT.

Os bancários solicitaram que a campanha seja apresentada a todos os bancos e sugeriram que as empresas incluam nos extratos dos terminais eletrônicos a frase: “Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie – Disque 100” durante a semana de 18 de maio, que é o dia em memória desta causa. Aparentemente, a idéia foi bem recebida.


Fonte: FETEC/CUT-SP


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