Plano de ação deve combater desigualdades
Sindicato vai acompanhar de perto a execução do plano pelos bancos e cobrar resultados e melhorias.
Representantes dos trabalhadores (Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, Fetec-CUT/SP, Contraf-CUT, Feeb-SP/MS, e dos bancários do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Brasília) se reuniram com a federação dos bancos (Fenaban) na tarde da terça-feira 4 para mais uma rodada da mesa temática de Igualdade de Oportunidades. Esse foi o segundo encontro desde a retomada das negociações.
A federação dos bancos apresentou um balanço do plano de ações construído no ano passado, no Grupo de Trabalho do qual participam Fenaban, Contraf-CUT, OIT, Ministério Público entre outros, após as constatações feitas pelo Mapa da Diversidade. Entre os principais problemas efetivos estão a presença de poucos negros na categoria, um número ainda menor de mulheres negras, que sofrem exclusão de gênero e raça/etnia, o salário rebaixado das mulheres – que ganham apenas 77% do salário dos homens – e a dificuldade na ascensão profissional das bancárias.
No plano de ação apresentado, os gestores começarão, em julho, a receber treinamento para valorizar e respeitar a diversidade do quadro funcional; será construído um banco de dados com a equalização das informações prestadas por todos os bancos envolvidos, tendo como base os dados do IBGE, incluindo o quesito raça/etnia; até agosto será feito um levantamento sobre os principais entraves que impossibilitam a ascensão profissional das mulheres na categoria. O objetivo é ter um diagnóstico preciso para combater as desigualdades a partir de ações específicas direcionadas a cada problema.
“O movimento sindical cobrou na reunião o acompanhamento desses dados e ficou acertado que os mesmos serão apresentados periodicamente na mesa temática. Soluções efetivas para os problemas detectados no mapa são cobradas pelos trabalhadores há muito tempo”, disse a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.
A secretária-geral também cobrou uma resposta da Fenaban a respeito da proposta da realização de uma campanha pela divulgação da ampliação da licença-maternidade para 180 dias e da importância e vantagens do aleitamento materno até os seis meses de vida para as crianças, conquistada na última campanha nacional unificada. A Fenaban alegou que ainda há um “descompasso” entre os bancos, uma vez que as empresas estão em diferentes estágios em relação a ampliação do benefício e, portanto, não é possível fazer a campanha no momento. A federação se comprometeu a falar sobre o assunto na próxima reunião da mesa temática. “Vamos continuar insistindo na campanha de conscientização sobre a licença de seis meses e o aleitamento materno. As mulheres fazem seu papel social e devem ser valorizadas por isso e não penalizadas. O próprio Senado lançou em abril uma campanha de conscientização sobre a ampliação do benefício tendo como público alvo o empresariado”, concluiu Juvandia.
A próxima mesa temática de Igualdade de Oportunidades tem data indicativa para 15 de junho.
Fonte: SEEB S Paulo - Gisele Coutinho
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