Previ: Chapa 1 apresenta propostas que prejudicam os associados
Candidatos mostram que desconhecem a Previ, jogam contra os participantes e favorecem o Banco do Brasil, que teria grandes ganhos a custas dos bancários.
Uma das principais propostas da chapa 1 é a unificação dos planos da Previ, com a migração dos associados do Previ Futuro para o Plano 1. Embora a ideia possa parecer interessante, quem conhece a Previ sabe que essa unificação prejudica os participantes dos dois planos e, de imediato, favorece o Banco do Brasil, que teria grandes ganhos a custas dos bancários.
“Quem faz essa proposta de unificação não conhece a Previ”, afirma o diretor de Seguridade da Previ, José Ricardo Sasseron, que também foi diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo Sasseron, no Previ Futuro (Contribuição Variável) os compromissos do plano são a soma das reservas já acumuladas individualmente por cada associado, enquanto que no Plano 1 (Benefício Definido), os compromissos representam a soma dos benefícios futuros de cada associado, contabilizados antecipadamente.
“Se incorporarmos os 52 mil associados do Previ Futuro ao Plano 1, os compromissos deste plano crescerão, o superávit será utilizado para cobri-los e as contribuições hoje suspensas serão retomadas, não só as do associado, mas também as do banco”, explica Sasseron, manifestando seu apoio à Chapa 3.
Os associados do Plano 1 perderiam também a oportunidade de utilizar o superávit para melhorar seus benefícios.“A proposta de unificação joga trabalhador contra trabalhador. Em nossos planos de previdência devemos exigir recursos do patrocinador Banco do Brasil, e não disputar recursos dos demais participantes”, afirma Sasseron.
Além disso, em um plano de contribuição variável como o Previ Futuro, toda a rentabilidade das aplicações é revertida para a poupança do associado. Num plano BD como o Plano 1, os excedentes poderão ser divididos com o banco, por força de uma legislação que está sendo combatida pelos sindicatos na Justiça.
Fonte: O Espelho
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