Menos Metas, Mais Saúde visita agências em Ibitinga e Itápolis
Campanha do Sindicato chegou à região e recebeu apoio dos bancários e dos clientes.
Com faixa, distribuição de cartilha e encenação com denúncias sobre o abuso na cobrança de metas cobradas, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região levou a campanha Menos Metas, Mais Saúde para as agências bancárias de Ibitinga e Itápolis, nesta quinta-feira 27. A comitiva do Sindicato foi muito bem recebida pelos bancários, que reclamaram das metas abusivas impostas pelos bancos e do assédio moral que sofrem para cumpri-las.
“Combater a pressão pelas metas é tão importante quanto lutar por salários melhores e por PLR mais justa”, destacou o presidente do Sindicato, Paulo Eduardo B. Franco. “Não adianta emprego e salário sem que o bancário tenha saúde e qualidade de vida para trabalhar”, alertou.
Além do apoio dos bancários, a campanha chamou a atenção dos clientes, que aproveitaram a presença dos dirigentes sindicais para reclamar dos bancos. “Fizemos um debate muito interessante com os clientes, que pediram mais contratações para diminuir as filas e o fim das metas abusivas. Eles também sofrem com as metas, pois muitas vezes os funcionários são obrigados a empurrar produtos que os clientes nem precisam por conta da pressão das instituições financeiras”, conta o presidente do Sindicato, Paulo Franco.
O dirigente explicou para os clientes que os bancários têm uma série de reivindicações que visam melhorar a vida dos usuários dos bancos e de toda a sociedade. “Explicamos que o nosso Sindicato é para o bancário, mas também para a sociedade. É o chamado sindicato-cidadão, que a CUT sempre defendeu”, diz Paulo Franco.
A campanha Menos Metas, Mais Saúde foi criada a partir da queixa dos trabalhadores. Em 2009, os bancários responderam a uma consulta que antecedeu a campanha nacional unificada que priorizou alguns temas a serem discutidos: 69% dos que opinaram definiram debater as metas abusivas como demanda principal. “Essa campanha foi feita a partir de uma demanda dos bancários. Agora, precisamos da força dos trabalhadores para poder chegar nas denúncias, na raiz dos problemas e resolvê-los com diálogos, manifestações e negociações com as instituições financeiras”, disse o presidente do Sindicato.
(Colaboração SEEB S Paulo)
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