Aumento real impera no primeiro semestre
Crescimento econômico e mobilização é a receita para bancários garantirem mais um ano de reajuste acima da inflação.
Diversas categorias que têm data-base no primeiro semestre conquistaram esse ano aumento real de salário, que em alguns casos chegou a quase 3%, graças à mobilização dos trabalhadores e a um cenário de crescimento econômico dos mais favoráveis no país nos últimos anos. Os bancários iniciam sua luta no segundo semestre com expectativas ainda melhores não apenas para a economia do país como também para os bancos. A data-base da categoria é 1º de setembro.
Os cerca de 300 mil trabalhadores da construção civil de São Paulo, por exemplo, garantiram 2,39% de aumento real. No setor calçadista, o reajuste chegou a 2,9% acima da inflação e os trabalhadores em processamento de dados do estado de São Paulo foram reajustados em 6% ante uma inflação de 4,1%.
“O ambiente macroeconômico é amplamente favorável à negociação de aumentos reais de salário e melhores condições de trabalho”, disse o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, para o jornal O Estado de S.Paulo, respaldado por estudos que preveem atualmente crescimento econômico de até 7% no ano. E esse número pode crescer ainda mais no segundo semestre.
Lucros recordes – O sucesso da economia brasileira reflete em cheio os resultados dos bancos no primeiro trimestre, com crescimento galopante dos lucros. O Banco do Brasil, por exemplo, voltou a bater seu próprio recorde ao alcançar R$ 2,35 bilhões, crescimento de 41%, em relação a igual período de 2009. No Bradesco foi de R$ 2,103 bilhões, 22% maior. O Itaú Unibanco chegou a R$ 3,23 bilhões, alta de 60,5%, e o maior lucro da história para um primeiro trimestre. A Caixa superou os primeiros três meses de 2009 em 72% e chegou a R$ 777,5 milhões. O Santander também bateu seu recorde no país: R$ 1,763 bilhão, duas vezes mais do que o apurado um ano antes no primeiro trimestre: a menina dos olhos do grupo no mundo.
“A capacidade de mobilização dos bancários garante aumento real há seis anos consecutivos, além de diversas outras conquistas, como 13ª cesta-alimentação, licença-maternidade de seis meses, PLR maior, extensão de direitos para casais homoafetivos, e muitas outras. E um cenário positivo como esse só nos enche ainda mais de força para a luta na Campanha Nacional, que já se avizinha neste ano”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Paulo Eduardo B. Franco.
Consulta – O primeiro passo para a campanha nacional foi a consulta aos bancários, que o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região apresentará na Conferência Regional 3 da FETEC/CUT-SP (composta mais os Sindicatos de Araraquara e Barretos), neste sábado, dia 26. Logo depois vem a conferência estadual (17/7, em São Paulo), seguida da nacional (23 a 25/7, no Rio de Janeiro), onde as prioridades apontadas pelos bancários serão democraticamente debatidas para definir a pauta de reivindicações a ser entregue para os banqueiros.
“Como em todos os anos, precisaremos de muita união e garra para conquistar a valorização a que temos direito, pois sabemos que, mesmo com esses lucros estratosféricos, os banqueiros não dão nada de mão beijada”, completa Paulo Franco.
Fonte: SEEB S Paulo
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