05/07/2010

Bancário reclama do aumento na alimentação

Entre os produtos que mais tiveram alta no período estão raízes e tubérculos, grãos, feijão e batata.

“ Moro sozinha e tenho de colocar pelo menos mais R$ 100 no vale-alimentação para fazer uma compra básica mensal de supermercado. O vale-refeição também não chega ao fim do mês, a maioria das pessoas que trabalha comigo traz almoço de casa porque os restaurantes estão muito caros.” O depoimento é de uma bancária do Itaú Unibanco e espelha a dificuldade enfrentada por milhares de trabalhadores todos os dias para ter uma boa alimentação.

O que os bancários estão sentindo no bolso pode ser explicado pela elevação da inflação medida pelo Índice de Custo de Vida (ICV) do Dieese desde o dia 1º de setembro de 2009, data base da categoria. Nos últimos nove meses, os reajustes no item alimentação chegaram a 6,6%. Entre os produtos alimentícios que mais tiveram alta no período estão raízes e tubérculos (26,78%), grãos (25,38%), feijão (58,9%) e batata (84,7%).

“Em casa sempre fizemos duas compras durante o mês. Até o ano passado o vale-alimentação dava para a primeira compra e a segunda fazíamos com dinheiro. Agora já complementamos a primeira compra com dinheiro. E não compramos nada demais, somos apenas eu e minha mãe”, reclama uma funcionária do Bradesco.

Campanha – Os reajustes nos vales alimentação e refeição estão entre as principais reivindicações dos trabalhadores nos últimos anos e deverão ser tratados novamente como prioridade neste ano. “A valorização dos vales é apontada em todas as consultas sobre o que os bancários consideram mais importante para a renovação da convenção coletiva nacional. Essa reivindicação será apresentada novamente neste ano”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva, Paulo Eduardo B. Franco.

Fonte: SEEB S Paulo - Jair Rosa


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