População sente falta de programas que incentivem o consumo sustentável
Os debates sobre a preservação do meio ambiente têm sido uma constante em todo o mundo com a intenção de alertar a população sobre a urgência na mudança dos hábitos e ampliação dos cuidados com a natureza.
Buscando dar sua parcela de contribuição nesta luta, os Mobilizadores do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep) iniciaram uma investigação para identificar o que é determinante para a mudança nos padrões de consumo.
Uma pesquisa realizada entre janeiro e abril deste ano pela empresa Cetelem Brasil, revelou que apenas 4% dos brasileiros praticam um consumo que leva em conta não somente as necessidades individuais, mas também seus reflexos na sociedade, economia e meio ambiente. Ou seja, é mínima a parcela de cidadãos que praticam, no Brasil, um consumo consciente, voltado apenas para suas verdadeiras necessidades.
Fernanda Villa, coordenadora da Rede Mobilizadores Coep, e Eliane Araújo, gerente de conteúdo, afirmam que não têm subsídios para esclarecer porque o número foi tão baixo, mas acreditam que, mesmo sendo um tema de fundamental importância para a sobrevivência da vida no planeta, ele ainda não é massificado.
" Precisamos cultivar novos hábitos, que só vão se consolidar a partir de uma mudança cultural, que leva tempo. É preciso que as escolas, as associações de moradores, o governo e, principalmente, a grande imprensa difundam mais os princípios do consumo sustentável e incentivem novas práticas".
Com estes dados em mãos, os integrantes da Rede Mobilizadores Coep, viram a necessidade de "suscitar a reflexão, entre os integrantes da rede, sobre o que é o consumo sustentável e de que forma ele pode ser mais difundido".
O primeiro passo para isto, foi colocar no site da Rede o seguinte questionamento: que fator você acha determinante para a mudança dos padrões de consumo? Entre as opções, os internautas podem eleger: 1.Nível de escolaridade do consumidor; 2.Programas de conscientização promovidos por órgãos governamentais, escolas e corporações; 3.Campanhas de esclarecimento na mídia; 4.Divulgação, na internet e em outros meios, dos produtos cujo processo de produção causa maiores impactos ambientais; 5.Outros (é preciso especificar quais seriam os outros fatores).
A enquete, que entrou no ar no dia 14 deste mês e sai no domingo (27), tem, até o momento, como opção mais votada, a número 2. Este resultado parcial é um sinal de que a população brasileira sente falta de ações e programas de conscientização que chamem a atenção para a urgência da preservação do meio ambiente e da geração de uma nova mentalidade que culmine em um consumo sustentável.
Fernanda e Eliane, acreditam, que, na verdade, o essencial é a oferta de educação. Não apenas aquela educação formal, oferecida na escola, mas em todas as áreas.
"É preciso que os pais mudem seus hábitos para que seus filhos tenham novas referências; os condomínios, clubes, igrejas, associações também têm de pensar que têm um potencial multiplicador e que podem incentivar novos hábitos a partir da adoção de práticas mais conscientes. (...) Na verdade, precisamos construir uma nova sociedade, baseada em novos valores e, para isso, é preciso que cada um perceba que seus hábitos fazem a diferença. É uma mudança de que tem de começar individualmente. Somos todos responsáveis".
Assumindo esta responsabilidade, a Rede Mobilizadores realizará, em breve, uma oficina online sobre o tema. A enquete foi apenas uma maneira de fazer uma pequena introdução ao assunto. Além destas ações, a Rede já promove fóruns e divulga informa informações em forma de texto e vídeo para "ampliar o conhecimento e ajudar a criar uma nova mentalidade".
Para votar e deixar seu comentário, acesse o site do Mobilizadores: www.mobilizadores.org.br/coep/publico/Default.aspx
Fonte:FETEC/CUT/SP
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