07/08/2026
Bradesco lucra R$ 13,861 bi no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões no 1º semestre de 2026, uma alta de 16,2% em relação do mesmo período do ano passado; e de 3,5% na comparação entre os resultados do 2º e do 1º trimestre. O retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) foi de 16% no semestre, um acréscimo de 1,4 ponto percentual em doze meses.
O crescimento de 16,2% no lucro do Bradesco, na comparação entre 1º semestre de 2025 e o 1º semestre deste ano, foi o melhor resultado entre os três grandes bancos privados (Itaú, Santander e Bradesco). De acordo com o relatório do banco, já são dez trimestres consecutivo de aumento no lucro.
Mesmo com resultados tão expressivos, o Bradesco segue cortando empregos bancários e fechando agências. O banco encerrou o 1º semestre de 2026 com 79.699 funcionários (sendo 67.954 bancários), com fechamento de 2.448 postos de trabalho em doze meses. Só no 2º trimestre, o banco registrou saldo negativo de 868 empregos bancários (diferença entre demissões e contratações).
Em relação ao número de agências, o Bradesco encerrou as atividades de 324 unidades em doze meses.
Por outro lado, a base de clientes do Bradesco, de acordo com os dados do Banco Central, cresceu em 300 mil em doze meses, sendo 100 mil apenas no 2º trimestre, totalizando R$ 110,4 milhões de clientes.
“Mesmo com excelentes resultados, o Bradesco continua demitindo bancários e fechando agências. Isso enquanto a sua base de clientes cresce exponencialmente. O resultado disso não pode ser outro. Bancários sobrecarregados e adoecidos; e clientes prejudicados pela falta de atendimento presencial”, critica a coordenadora da COE do Bradesco (Comissão de Organização dos Empregados do Bradesco), Erica de Oliveira.
“Para piorar ainda mais esse cenário, o Bradesco segue com essa política de demissões e fechamento de agências em plena Campanha Nacional Unificada dos Bancários. Porém, a nossa melhor resposta a essa postura do banco é a mobilização cada vez maior por valorização, com aumento real; saúde; e melhores condições de trabalho”, acrescenta a dirigente.
Somente com o que arrecada com prestação de serviços e tarifas bancárias, receita secundária que cresceu 5% em doze meses, totalizando R$ 15,8 bilhões, o Bradesco cobre em 117% toda a sua despesa com pessoal, incluindo a PLR.
“Um banco do tamanho e da importância do Bradesco precisa ter compromisso com o desenvolvimento econômico e social das cidades onde está presente. Isso passa por preservar empregos, manter uma estrutura adequada de atendimento e valorizar os trabalhadores. Os resultados apresentados mostram que não faltam recursos para que o banco assuma essa responsabilidade e avance nas negociações com a categoria”, ressalta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Outros números
A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco apresentou alta de 11,6% em doze meses e 4,3% no trimestre, totalizando R$ 1,137 trilhão em junho de 2026.
A carteira pessoa física cresceu 8,4% em relação ao 1º semestre de 2025, totalizando aproximadamente, R$ 479,7, bilhões. Os destaques desse segmento foram o CDC/Leasing de Veículos (+26,8%), o crédito rural (+17,6%) e o cartão de crédito (+10,6%).
O segmento pessoa jurídica apresentou crescimento de 14,1% em um ano e de 6,7% no trimestre, totalizando R$ 656,9 bilhões. O saldo da carteira de grandes empresas apresentou alta de 12,7% em doze meses, enquanto o das micro, pequenas e médias empresas registrou expansão de 16,1%.
A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 4,3% no período, com alta de 0,2 p.p. em doze meses. As despesas com provisões das perdas esperadas (antiga PDD) cresceram 22,6%, ligadas a operações vinculadas a programas emergenciais, em razão do prazo de pagamento dessas linhas e ligadas à carteira de crédito rural.
O crescimento de 16,2% no lucro do Bradesco, na comparação entre 1º semestre de 2025 e o 1º semestre deste ano, foi o melhor resultado entre os três grandes bancos privados (Itaú, Santander e Bradesco). De acordo com o relatório do banco, já são dez trimestres consecutivo de aumento no lucro.
Mesmo com resultados tão expressivos, o Bradesco segue cortando empregos bancários e fechando agências. O banco encerrou o 1º semestre de 2026 com 79.699 funcionários (sendo 67.954 bancários), com fechamento de 2.448 postos de trabalho em doze meses. Só no 2º trimestre, o banco registrou saldo negativo de 868 empregos bancários (diferença entre demissões e contratações).
Em relação ao número de agências, o Bradesco encerrou as atividades de 324 unidades em doze meses.
Por outro lado, a base de clientes do Bradesco, de acordo com os dados do Banco Central, cresceu em 300 mil em doze meses, sendo 100 mil apenas no 2º trimestre, totalizando R$ 110,4 milhões de clientes.
“Mesmo com excelentes resultados, o Bradesco continua demitindo bancários e fechando agências. Isso enquanto a sua base de clientes cresce exponencialmente. O resultado disso não pode ser outro. Bancários sobrecarregados e adoecidos; e clientes prejudicados pela falta de atendimento presencial”, critica a coordenadora da COE do Bradesco (Comissão de Organização dos Empregados do Bradesco), Erica de Oliveira.
“Para piorar ainda mais esse cenário, o Bradesco segue com essa política de demissões e fechamento de agências em plena Campanha Nacional Unificada dos Bancários. Porém, a nossa melhor resposta a essa postura do banco é a mobilização cada vez maior por valorização, com aumento real; saúde; e melhores condições de trabalho”, acrescenta a dirigente.
Somente com o que arrecada com prestação de serviços e tarifas bancárias, receita secundária que cresceu 5% em doze meses, totalizando R$ 15,8 bilhões, o Bradesco cobre em 117% toda a sua despesa com pessoal, incluindo a PLR.
“Um banco do tamanho e da importância do Bradesco precisa ter compromisso com o desenvolvimento econômico e social das cidades onde está presente. Isso passa por preservar empregos, manter uma estrutura adequada de atendimento e valorizar os trabalhadores. Os resultados apresentados mostram que não faltam recursos para que o banco assuma essa responsabilidade e avance nas negociações com a categoria”, ressalta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Outros números
A Carteira de Crédito Expandida do Bradesco apresentou alta de 11,6% em doze meses e 4,3% no trimestre, totalizando R$ 1,137 trilhão em junho de 2026.
A carteira pessoa física cresceu 8,4% em relação ao 1º semestre de 2025, totalizando aproximadamente, R$ 479,7, bilhões. Os destaques desse segmento foram o CDC/Leasing de Veículos (+26,8%), o crédito rural (+17,6%) e o cartão de crédito (+10,6%).
O segmento pessoa jurídica apresentou crescimento de 14,1% em um ano e de 6,7% no trimestre, totalizando R$ 656,9 bilhões. O saldo da carteira de grandes empresas apresentou alta de 12,7% em doze meses, enquanto o das micro, pequenas e médias empresas registrou expansão de 16,1%.
A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 4,3% no período, com alta de 0,2 p.p. em doze meses. As despesas com provisões das perdas esperadas (antiga PDD) cresceram 22,6%, ligadas a operações vinculadas a programas emergenciais, em razão do prazo de pagamento dessas linhas e ligadas à carteira de crédito rural.
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