25/08/2025
Caixa prevê cobrar 17 mensalidades e reajuste de até 71,4% para o Saúde Caixa em 2026. Luta pelo reajuste zero precisa ser intensificada
A reunião da mesa de negociação ocorrida no último dia 14, no Rio de Janeiro, confirmou que os empregados da Caixa terão muitas dificuldades para manter o Saúde Caixa financeiramente viável. Os representantes da diretoria do banco reafirmaram que a orientação da direção é de manter a participação da empresa no custeio do plano congelada em 6,5% da folha, de acordo com o estatuto da instituição. Esta restrição foi imposta em 2017 por Gilberto Occhi, e posteriormente mantida nas mudanças estatutárias promovidas por Pedro Guimarães, em 2021, e por Carlos Vieira, em 2025. A limitação impede a aplicação da proporção de custeio 70/30, e, com efeito, faz com que os empregados arquem com todo o crescimento dos custos do plano, já que a participação do banco mantêm-se congelada.
Como resultado da decisão da diretoria da instituição, a empresa prevê um enorme reajuste nas mensalidades: para o titular, a alíquota passaria dos atuais 3,5% para 5,5%, para cada dependente inscrito passaria de R$ 480,00 para R$ 672,00, e o limite de cobrança do somatório das mensalidades do titular e de dependentes diretos passaria de 7% para 12%. Além deste aumento, a empresa calculou cobrar 17 contribuições em 2026, para custear o déficit de 2025 (que deve ficar entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões, bem acima das reservas que o plano mantém, de R$ 100 milhões).
A representação dos empregados na mesa de negociação defendeu a não aplicação de reajuste, e que a Caixa arcasse com os aumentos das despesas até que o estatuto seja reformado e o teto de 6,5% seja retirado, possibilitando o retorno da proporção 70/30. Os representantes da direção negaram a proposta, e apresentaram um novo desenho de custeio das mensalidades, com cobranças de acordo com a faixa etária e totalmente individualizadas, já que, pela análise da direção da Caixa, os princípios da solidariedade e do pacto intergeracional não são mais convenientes.
“Os números trazidos pela direção da Caixa na mesa de negociação só reforçam que a única alternativa possível para manter o Saúde Caixa acessível aos empregados, independente de sua idade ou de sua renda, é a nossa proposta de reajuste zero nas mensalidades. As opções apresentadas pela Caixa na mesa de negociação representam tirar dezenas de milhares de colegas e seus dependentes do plano, pois muitos de nós não teremos condições financeiras de permanecer. Precisamos intensificar a nossa luta pela não aplicação de reajustes no plano, e, nesta última semana, demos um passo importante na organização dos empregados com o 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que discutiu formas de mobilização para romper esta intransigência e reforçar a luta pelo Saúde Caixa. Depois, a participação de cada um de nós nas ações de mobilização que forem propostas será de extrema importância para garantir nosso objetivo de conquistar o reajuste zero nas mensalidades”, diz o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
Como resultado da decisão da diretoria da instituição, a empresa prevê um enorme reajuste nas mensalidades: para o titular, a alíquota passaria dos atuais 3,5% para 5,5%, para cada dependente inscrito passaria de R$ 480,00 para R$ 672,00, e o limite de cobrança do somatório das mensalidades do titular e de dependentes diretos passaria de 7% para 12%. Além deste aumento, a empresa calculou cobrar 17 contribuições em 2026, para custear o déficit de 2025 (que deve ficar entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões, bem acima das reservas que o plano mantém, de R$ 100 milhões).
A representação dos empregados na mesa de negociação defendeu a não aplicação de reajuste, e que a Caixa arcasse com os aumentos das despesas até que o estatuto seja reformado e o teto de 6,5% seja retirado, possibilitando o retorno da proporção 70/30. Os representantes da direção negaram a proposta, e apresentaram um novo desenho de custeio das mensalidades, com cobranças de acordo com a faixa etária e totalmente individualizadas, já que, pela análise da direção da Caixa, os princípios da solidariedade e do pacto intergeracional não são mais convenientes.
“Os números trazidos pela direção da Caixa na mesa de negociação só reforçam que a única alternativa possível para manter o Saúde Caixa acessível aos empregados, independente de sua idade ou de sua renda, é a nossa proposta de reajuste zero nas mensalidades. As opções apresentadas pela Caixa na mesa de negociação representam tirar dezenas de milhares de colegas e seus dependentes do plano, pois muitos de nós não teremos condições financeiras de permanecer. Precisamos intensificar a nossa luta pela não aplicação de reajustes no plano, e, nesta última semana, demos um passo importante na organização dos empregados com o 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que discutiu formas de mobilização para romper esta intransigência e reforçar a luta pelo Saúde Caixa. Depois, a participação de cada um de nós nas ações de mobilização que forem propostas será de extrema importância para garantir nosso objetivo de conquistar o reajuste zero nas mensalidades”, diz o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- PEC do fim da escala 6x1 é aprovada em 1º e 2ª turnos na Câmara dos Deputados
- Conselho de Usuários do Saúde Caixa lança boletim com balanço das primeiras ações e orientações aos beneficiários
- Caixa não responde sobre Saúde Caixa, Super Caixa e sobrecarga na rede; empregados relatam cenário de adoecimento
- Movimentos sindicais organizam-se para que Senado aprove PEC do fim da escala 6x1
- Funcef: Incorporação do REB ao Novo Plano aguarda análise final da Previc
- Cabesp: entidades alertam para riscos em proposta de reforma estatutária e orientam voto “não” em AGE
- Associados aprovam Relatório 2025 da Cassi com 77,3% dos votos
- Itaú: avaliação sem critérios claros no Evolui gera questionamentos, e Sindicato cobra mudanças
- NR-1 entra em vigor nesta terça-feira (26): conheça as novas regras sobre saúde mental no trabalho
- Empregados da rede de agências da Caixa denunciam sobrecarga, pressão e adoecimento
- Santander paga 1ª parcela do 13º salário na folha de maio
- Salário insuficiente empurra famílias para o endividamento estrutural no Brasil
- Caixa segue sem responder propostas de proteção às mulheres vítimas de violência e é cobrada por respeito à negociação
- Mais de 700 dirigentes são esperados na 28ª Conferência Nacional da Categoria Bancária
- Itaú conquista o título de campeão no tradicional Torneio 1º de Maio, de Futebol Society dos Bancários de Catanduva e região