28/03/2025
Só milionários pagarão taxa extra de IR!
A nota técnica "Estimativas de impacto das mudanças no imposto de renda", do economista Sérgio Gobetti, publicada no Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre, mostra que apenas quem tem renda anual acima de R$ 1 milhão terá que pagar algum valor extra do imposto criado pelo governo federal para conseguir isentar quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduzir os valores pagos por quem ganha mais de R$ 5 mil e menos de R$ 7 mil. As estimativas do governo são de que mais 10 milhões de pessoas serão beneficiadas pela isenção e apenas 141 mil pessoas com altas rendas terão que pagar um pouco mais. Atualmente, cerca de 16 milhões de trabalhadores, que ganham até dois salários-mínimos, já são isentos do recolhimento do IR.
Em seu estudo, Gobetti usou dados das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física de 2017 a 2022 por faixa de renda, disponibilizados pela própria Receita Federal, e projeções para os anos seguintes. A constatação foi a de que, apesar de o imposto adicional se aplicar a rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, rendas abaixo de R$ 1 milhão dificilmente serão oneradas, isso porque o imposto pago por pessoas com renda entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão já supera o mínimo previsto no projeto do governo para essa faixa de renda.
Leia também:
> Tributaristas elogiam proposta de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
“O projeto apresentado pelo Governo federal ajuda a corrigir distorções tributárias em nosso país, que hoje fazem com que os ricos tenham taxações muito reduzidas em comparação à classe média e aos mais pobres”, diz o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale. “Este projeto de desoneração, inclusive, é apoiado pelo movimento sindical bancário, que participou de grupos que apresentaram ao então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil”, completa.
Leia também:
> Tudo o que você precisa saber sobre a proposta do governo Lula
Próximos passos
A proposta do governo foi apresentada ao Congresso Nacional e tramita na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei 1087/2025 e tem prazo de 45 dias para apreciação pelos deputados. Caso não seja apreciada neste prazo, tranca a pauta da casa, impedindo a tramitação de outros projetos. Ainda não foi escolhido relator para a proposta.
Após aprovação na Câmara, será enviado para apreciação pelo Senado. Caso não haja mudança no texto, será encaminhado à sanção presidencial. Em caso de mudanças, volta à Câmara para nova apreciação.
"É nosso papel, enquanto entidade cidadã, trazer esse debate para a classe trabalhadora. É fazer com que a população compreenda, aproprie-se desse tema e defenda a mudança, pois impacta diretamente na vida de quem vive de salário. Por isso, convidamos todos a também enviarem mensagens aos parlamentares ajudando o governo a pressionar pela aprovação do projeto, uma medida de justiça tributária e social. As rendas do capital são muito menos taxadas do que a renda do trabalho, e para um país com menos pobreza e menos desigualdades é preciso que se mude isso", destaca Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Em seu estudo, Gobetti usou dados das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física de 2017 a 2022 por faixa de renda, disponibilizados pela própria Receita Federal, e projeções para os anos seguintes. A constatação foi a de que, apesar de o imposto adicional se aplicar a rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, rendas abaixo de R$ 1 milhão dificilmente serão oneradas, isso porque o imposto pago por pessoas com renda entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão já supera o mínimo previsto no projeto do governo para essa faixa de renda.
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Próximos passos
A proposta do governo foi apresentada ao Congresso Nacional e tramita na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei 1087/2025 e tem prazo de 45 dias para apreciação pelos deputados. Caso não seja apreciada neste prazo, tranca a pauta da casa, impedindo a tramitação de outros projetos. Ainda não foi escolhido relator para a proposta.
Após aprovação na Câmara, será enviado para apreciação pelo Senado. Caso não haja mudança no texto, será encaminhado à sanção presidencial. Em caso de mudanças, volta à Câmara para nova apreciação.
"É nosso papel, enquanto entidade cidadã, trazer esse debate para a classe trabalhadora. É fazer com que a população compreenda, aproprie-se desse tema e defenda a mudança, pois impacta diretamente na vida de quem vive de salário. Por isso, convidamos todos a também enviarem mensagens aos parlamentares ajudando o governo a pressionar pela aprovação do projeto, uma medida de justiça tributária e social. As rendas do capital são muito menos taxadas do que a renda do trabalho, e para um país com menos pobreza e menos desigualdades é preciso que se mude isso", destaca Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
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