26/08/2024
Dia Nacional de Luta: Com protestos em agências de Itápolis, Sindicato intensifica pressão por proposta decente
Diretores do Sindicato de Catanduva e região promovem nesta segunda-feira (26) um dia Nacional de Luta, reafirmando a força da categoria bancária na luta por uma proposta decente de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que valorize os trabalhadores. O objetivo é claro: forçar a Fenaban a apresentar uma proposta global na próxima mesa de negociação, agendada para amanhã (27), e que, de fato, contemple as reivindicações das bancárias e bancários.
Os protestos ocorrem desta vez nas agências de Itápolis, levando a importância da mobilização nesta fase decisiva da Campanha Nacional para todas as cidades da base do Sindicato.
Os protestos ocorrem desta vez nas agências de Itápolis, levando a importância da mobilização nesta fase decisiva da Campanha Nacional para todas as cidades da base do Sindicato.

A ação teve início no Santander. Desde as primeiras horas do dia, com faixas, palavras de ordem e distribuição de material informativo, os dirigentes denunciam à população, clientes e usuários dos serviços bancários os golpes praticados pelo banco espanhol contra seus trabalhadores brasileiros, responsáveis pela maior fatia do lucro global da instituição. Uma das “maracutaias” consiste em transferir bancários para empresas de seu próprio conglomerado, com CNPJs diferentes, para retirá-los da categoria bancária, cortando direitos e reduzindo a remuneração e a representação sindical.

“A prática, sem negociação prévia, sinaliza que o Santander não respeita o processo negocial coletivo, não está aberto ao diálogo e tampouco respeita os trabalhadores que serão submetidos a alterações profundas nos seus contratos de trabalho, podendo resultar em perdas significativas de salário e de direitos. E é sempre bom lembrar que a terceirização não é exclusiva do banco Santander; outros bancos, respaldados pela Reforma Trabalhista, seguem na mesma direção”, denuncia o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.

O banco espanhol se propõe a servir como laboratório da Fenaban quando o assunto é retirar direitos das bancárias e dos bancários, como vem acontecendo nas negociações da Campanha Salarial 2024.

Mesmo sendo um dos setores mais lucrativos da economia, as instituições financeiras trouxeram para a última mesa uma proposta de índice que representa perdas salariais para a categoria: 85% do INPC como reajuste dos salários. O Comando Nacional rejeitou a proposta e reforçou que a categoria bancária exige respeito: reivindica a reposição total da inflação (INPC de 1º de setembro de 2023 a 31 de agosto de 2024) mais aumento real para salários, PLR, VA e VR e demais verbas.
“Até agora, a Fenaban demonstrou pouca disposição em discutir um reajuste digno, além de negar que as metas estejam adoecendo os trabalhadores. Os bancos precisam respeitar a categoria na mesa de negociação e apresentar uma proposta justa e decente, pois têm plenas condições de oferecer mais a quem é responsável por seus lucros bilionários”, reforça o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.

“Prometeram muito, mas entregaram quase nada. Deixamos claro que queremos na mesa de amanhã uma proposta que não contemple apenas as reivindicações econômicas, mas também as demandas sociais, como o fim das metas abusivas e do assédio moral, a preservação da saúde, a proteção ao emprego e o fim da rotatividade e das terceirizações, mais segurança e igualdade de oportunidades”, reforçou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.

As atividades seguiram com reuniões nas agências da Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco para ouvir as demandas e sanar possíveis dúvidas da categoria em relação ao andamento das negociações.

“Se os bancos acreditam que a categoria vai ceder, estão muito enganados. Esse é o momento de os bancários mostrarem sua força e lutarem ainda mais para que suas justas reivindicações sejam atendidas. Unidos, teremos mais chances de arrancar uma proposta condizente com o esforço diário da categoria, que é uma das mais aguerridas deste país. Enquanto não tiver proposta decente, nossa resposta será sempre a mobilização!”, concluiu Vicentim.
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