10/05/2024
Banco do Brasil lucra R$ 9,3 bilhões no 1º trimestre de 2024
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 9,3 bilhões no 1º trimestre de 2024, crescimento de 8,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (RPSL), ajustado anualizado, aumentou 0,7 pontos percentuais (p.p) em doze meses, chegando a 21,7%.
"Os resultados demonstram que é possível ser uma empresa pública lucrativa sem perder o caráter social, ter eficiência sem necessidade de enxugamento e a privatização de ativos da instituição. Sabemos da importância do BB como braço da economia para viabilização de políticas sociais", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Emprego
Ao final do primeiro trimestre, o Banco do Brasil contava com 87.067 funcionários, com abertura de 1.610 postos de trabalho em 12 meses. Destes, 847 foram abertos nos três primeiros meses de 2024.
Somente com o que arrecada com prestação de serviços e tarifas bancárias, uma receita secundária, o Banco do Brasil cobre em 123,92% o total de suas despesas com pessoal, incluindo a PLR.
"Os lucros obtidos pelo banco são graças ao trabalho das milhares de bancárias e bancários. Os dados mostram que houve um aumento expressivo de clientes que não foi acompanhado com a mesma intensidade pela entrada de novos funcionários, e isso significa aumentar a pressão sobre os trabalhadores para que correspondam às metas. Continuaremos atuando nas mesas de negociação pela ampliação do quadro funcional, porque a sobrecarga abre portas para uma gestão por assédio que nós precisamos combater", ressalta Sadam.
Valorização
O ritmo de crescimento do lucro e ativos totais do BB, dobrando de tamanho a cada quatro anos, indica que é totalmente possível valorizar todas as carreiras na empresa e atender reivindicações históricas como, por exemplo, Cassi para todos. O banco aumentou a remuneração do acionista de 40% para 45%, na distribuição de dividendos e JCP (juros sobre o capital próprio). Ou seja, o resultado do sobre-esforço está na conta dos acionistas, mas não está na conta dos trabalhadores.
"O banco, com os resultados apresentados, tem total condição de atender as pautas do movimento sindical e demandas dos trabalhadores", reforçou o diretor do Sindicato.
Outros números
A carteira de crédito ampliada do BB cresceu 10,2% em 12 meses e 6,1% no trimestre, totalizando R$ 1,14 trilhão. A carteira Pessoa Física aumentou 5,8% em 12 meses, totalizando R$ 317,40 bilhões. Já a carteira Pessoa Jurídica registrou crescimento de 8,5% em relação a março de 2023, totalizando R$ 393,50 bilhões.
> Confira aqui os destaques completos do balanço, apontados pelo Dieese.
"Os resultados demonstram que é possível ser uma empresa pública lucrativa sem perder o caráter social, ter eficiência sem necessidade de enxugamento e a privatização de ativos da instituição. Sabemos da importância do BB como braço da economia para viabilização de políticas sociais", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Emprego
Ao final do primeiro trimestre, o Banco do Brasil contava com 87.067 funcionários, com abertura de 1.610 postos de trabalho em 12 meses. Destes, 847 foram abertos nos três primeiros meses de 2024.
Somente com o que arrecada com prestação de serviços e tarifas bancárias, uma receita secundária, o Banco do Brasil cobre em 123,92% o total de suas despesas com pessoal, incluindo a PLR.
"Os lucros obtidos pelo banco são graças ao trabalho das milhares de bancárias e bancários. Os dados mostram que houve um aumento expressivo de clientes que não foi acompanhado com a mesma intensidade pela entrada de novos funcionários, e isso significa aumentar a pressão sobre os trabalhadores para que correspondam às metas. Continuaremos atuando nas mesas de negociação pela ampliação do quadro funcional, porque a sobrecarga abre portas para uma gestão por assédio que nós precisamos combater", ressalta Sadam.
Valorização
O ritmo de crescimento do lucro e ativos totais do BB, dobrando de tamanho a cada quatro anos, indica que é totalmente possível valorizar todas as carreiras na empresa e atender reivindicações históricas como, por exemplo, Cassi para todos. O banco aumentou a remuneração do acionista de 40% para 45%, na distribuição de dividendos e JCP (juros sobre o capital próprio). Ou seja, o resultado do sobre-esforço está na conta dos acionistas, mas não está na conta dos trabalhadores.
"O banco, com os resultados apresentados, tem total condição de atender as pautas do movimento sindical e demandas dos trabalhadores", reforçou o diretor do Sindicato.
Outros números
A carteira de crédito ampliada do BB cresceu 10,2% em 12 meses e 6,1% no trimestre, totalizando R$ 1,14 trilhão. A carteira Pessoa Física aumentou 5,8% em 12 meses, totalizando R$ 317,40 bilhões. Já a carteira Pessoa Jurídica registrou crescimento de 8,5% em relação a março de 2023, totalizando R$ 393,50 bilhões.
> Confira aqui os destaques completos do balanço, apontados pelo Dieese.

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