06/01/2026
Movimentos populares realizarão atos em defesa da democracia neste 8 de janeiro
Nesta quinta-feira, 8 de janeiro, data em que se completará três anos da tentativa de golpe de Estado, a CUT e demais movimentos sociais realizarão, em todo o país, atos sob o lema "Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da dosimetria!"
A principal manifestação está marcada para acontecer em Brasília, onde os ataques ocorreram, mas outras atividades serão realizadas nas demais capitais do país.
O movimento sindical bancário, representado pela Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), orienta a participação nos atos. “Será uma data para marcar que, há três anos, invasores às sedes dos Três Poderes, manobrados por um grupo político extremista, colocaram em risco a democracia em nosso país. Esses atos, em memória do que ocorreu, também são necessários para fortalecer, em toda a sociedade, a importância do Estado Democrático de Direito e suas instituições", destaca o secretário Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale.
"Não foi algo sem importância, o que ocorreu em 8 de janeiro de 2023. Aquilo foi o resultado de uma articulação que poderia ter resultado em uma crise política, institucional e civil no Brasil e que acarretaria em mais violência nas ruas", completou o dirigente, ao lembrar, em seguida, que, antes do quebra-quebra aos prédios dos Três Poderes, uma bomba (felizmente desarmada a tempo pelas autoridades) chegou a ser implantada no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal, um ônibus foi queimado no dia da diplomação de Lula e uma delegacia da Polícia Federal (PF) foi invadida por manifestantes, em Brasília.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, os atos de 8 de janeiro cumprem um papel fundamental de memória, alerta e compromisso com o futuro do país. "Eles nos lembram que estivemos perigosamente próximos de um golpe de Estado, gestado e incentivado por um desgoverno que flertou abertamente com o autoritarismo e tentou corroer, dia após dia, as bases da democracia brasileira. A democracia pela qual lutamos bravamente, com organização, resistência e coragem, quase foi destruída. E isso nos ensina que ela não é um dado permanente, mas uma construção cotidiana, que exige vigilância, participação e luta constante. E o movimento sindical, assim como os trabalhadores bancários, sempre esteve na linha de frente dessa defesa, reafirmando seu compromisso histórico com um Brasil democrático, justo e com direitos para todos”, destacou Vicentim.
Como serão as atividades em Brasília neste 8 de janeiro
Em Brasília, o local determinado pelos movimentos sociais é a Via N1, em frente ao Palácio do Planalto, isso porque a Praça dos Três Poderes passa por reformas. A concentração está marcada para as 8h da manhã.
O acesso ao local seguirá critérios de segurança, com um ponto único de credenciamento e revista, localizado em frente ao Ministério da Justiça. Além disso, não serão permitidos a entrada de objetos como mastros de bandeira, suportes de madeira e garrafas.
As caravanas que chegarem de ônibus deverão desembarcar somente na Via José Sarney, acima da Alameda das Bandeiras, seguindo a pé até o local do credenciamento.
As entidades oficias também agendaram programações para a data. O Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, promoverá o evento "Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer", que abrangerá exibição de um documentário, com roda de conversas com jornalistas e mesa de debates, além da exposição "8 de janeiro: mãos da reconstrução".
A Presidência da República, por sua vez, realizará uma cerimônia, para cerca de 800 convidados, com a participação de Lula, e que será retransmitida para quem estiver do lado de fora do prédio. Após o evento, o presidente descerá a rampa do Planalto para saudar a população.
PL da Dosimetria
Além da defesa à democracia, os movimentos populares irão pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o Projeto de Lei 2.162/2023, que ficou conhecido como "PL da Dosimetria", aprovado no dia 17 de dezembro, por 48 a 25 votos, no Senado para reduzir as penas dos envolvidos na invasão dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Para valer, entretanto, o projeto de lei precisará da sanção do presidente Lula, que já sinalizou que vetará o documento na íntegra.
No texto original, o PL reduzia as penas para crimes comuns, mas, durante sua tramitação, o senador Sergio Moro (União-PR) propôs uma emenda que limita seu alcance aos crimes praticados pelos golpistas do 8 de janeiro, definindo que os mesmos poderão cumprir 16% da pena em regime fechado. O PL também diminui a progressão para os reincidentes: quem já havia cometido crimes anteriormente passaria a ter que cumprir 20% em regime fechado e não 30%, como determinado hoje pela lei.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que desde o dia 22 de novembro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em unidade da Polícia Federal pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado por violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio público, com o PL da Dosimetria poderia sair do regime fechado em cerca de dois anos e quatro meses.
A principal manifestação está marcada para acontecer em Brasília, onde os ataques ocorreram, mas outras atividades serão realizadas nas demais capitais do país.
O movimento sindical bancário, representado pela Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), orienta a participação nos atos. “Será uma data para marcar que, há três anos, invasores às sedes dos Três Poderes, manobrados por um grupo político extremista, colocaram em risco a democracia em nosso país. Esses atos, em memória do que ocorreu, também são necessários para fortalecer, em toda a sociedade, a importância do Estado Democrático de Direito e suas instituições", destaca o secretário Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale.
"Não foi algo sem importância, o que ocorreu em 8 de janeiro de 2023. Aquilo foi o resultado de uma articulação que poderia ter resultado em uma crise política, institucional e civil no Brasil e que acarretaria em mais violência nas ruas", completou o dirigente, ao lembrar, em seguida, que, antes do quebra-quebra aos prédios dos Três Poderes, uma bomba (felizmente desarmada a tempo pelas autoridades) chegou a ser implantada no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal, um ônibus foi queimado no dia da diplomação de Lula e uma delegacia da Polícia Federal (PF) foi invadida por manifestantes, em Brasília.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, os atos de 8 de janeiro cumprem um papel fundamental de memória, alerta e compromisso com o futuro do país. "Eles nos lembram que estivemos perigosamente próximos de um golpe de Estado, gestado e incentivado por um desgoverno que flertou abertamente com o autoritarismo e tentou corroer, dia após dia, as bases da democracia brasileira. A democracia pela qual lutamos bravamente, com organização, resistência e coragem, quase foi destruída. E isso nos ensina que ela não é um dado permanente, mas uma construção cotidiana, que exige vigilância, participação e luta constante. E o movimento sindical, assim como os trabalhadores bancários, sempre esteve na linha de frente dessa defesa, reafirmando seu compromisso histórico com um Brasil democrático, justo e com direitos para todos”, destacou Vicentim.
Como serão as atividades em Brasília neste 8 de janeiro
Em Brasília, o local determinado pelos movimentos sociais é a Via N1, em frente ao Palácio do Planalto, isso porque a Praça dos Três Poderes passa por reformas. A concentração está marcada para as 8h da manhã.
O acesso ao local seguirá critérios de segurança, com um ponto único de credenciamento e revista, localizado em frente ao Ministério da Justiça. Além disso, não serão permitidos a entrada de objetos como mastros de bandeira, suportes de madeira e garrafas.
As caravanas que chegarem de ônibus deverão desembarcar somente na Via José Sarney, acima da Alameda das Bandeiras, seguindo a pé até o local do credenciamento.
As entidades oficias também agendaram programações para a data. O Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, promoverá o evento "Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer", que abrangerá exibição de um documentário, com roda de conversas com jornalistas e mesa de debates, além da exposição "8 de janeiro: mãos da reconstrução".
A Presidência da República, por sua vez, realizará uma cerimônia, para cerca de 800 convidados, com a participação de Lula, e que será retransmitida para quem estiver do lado de fora do prédio. Após o evento, o presidente descerá a rampa do Planalto para saudar a população.
PL da Dosimetria
Além da defesa à democracia, os movimentos populares irão pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete o Projeto de Lei 2.162/2023, que ficou conhecido como "PL da Dosimetria", aprovado no dia 17 de dezembro, por 48 a 25 votos, no Senado para reduzir as penas dos envolvidos na invasão dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Para valer, entretanto, o projeto de lei precisará da sanção do presidente Lula, que já sinalizou que vetará o documento na íntegra.
No texto original, o PL reduzia as penas para crimes comuns, mas, durante sua tramitação, o senador Sergio Moro (União-PR) propôs uma emenda que limita seu alcance aos crimes praticados pelos golpistas do 8 de janeiro, definindo que os mesmos poderão cumprir 16% da pena em regime fechado. O PL também diminui a progressão para os reincidentes: quem já havia cometido crimes anteriormente passaria a ter que cumprir 20% em regime fechado e não 30%, como determinado hoje pela lei.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que desde o dia 22 de novembro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em unidade da Polícia Federal pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado por violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio público, com o PL da Dosimetria poderia sair do regime fechado em cerca de dois anos e quatro meses.
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