07/01/2026
Fechamento de cerca de 250 agências do Itaú provoca caos no atendimento e sobrecarrega bancários e clientes
O fechamento em massa de agências promovido pelo Itaú Unibanco tem agravado a precarização do atendimento bancário em todo o país. Ao todo, cerca de 250 agências estão sendo encerradas, deixando a população sem acesso adequado aos serviços e sobrecarregando as unidades remanescentes, principalmente nas periferias.
Na Bahia, sindicatos realizaram atividades em agências para denunciar o cenário de caos enfrentado por clientes e trabalhadores. Filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para resolver demandas básicas fazem parte da rotina. As agências receptoras do fluxo de unidades fechadas não possuem estrutura física nem número suficiente de funcionários para absorver a demanda.
A situação se repete em diversas regiões do Brasil. Bancários relatam adoecimento, pressão constante e sobrecarga de trabalho, enquanto clientes enfrentam atendimento precário. Fotos e relatos enviados por trabalhadores e pela população confirmam agências superlotadas e condições incompatíveis com a responsabilidade social de um banco que registra lucros bilionários ano após ano.
Segundo dados já divulgados pela Contraf-CUT, o Itaú confirmou o fechamento de 241 agências, restando ainda nove unidades em processo de encerramento. De acordo com o banco, do total de trabalhadores atingidos, 79% foram realocados, muitas vezes em condições inadequadas; 3% pediram demissão devido à pressão; e 18% foram desligados, número alarmante diante da alta lucratividade do banco.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, a política de fechamento de agências aprofunda a exclusão bancária e penaliza trabalhadores e clientes. “O banco está fechando agências sem planejamento, deixando a população sem atendimento e jogando a sobrecarga para outras unidades que não têm estrutura nem funcionários suficientes. Nas periferias, as agências estão completamente lotadas. É uma situação caótica, que adoece os bancários e desrespeita a população”, afirma.
O movimento sindical bancário alerta que o fechamento de agências afeta principalmente idosos, pessoas com deficiência e clientes que dependem do atendimento presencial. Diante desse cenário, a representação dos trabalhadores orienta que a população registre reclamações nos Procons, denunciando a superlotação, a demora no atendimento e os prejuízos causados pelo encerramento das unidades.
"Enquanto o Itaú segue batendo recordes de lucro bilionário, o cotidiano dos trabalhadores é de cobranças incessantes e medo constante de demissão. O que se vê são rotinas exaustivas, metas desumanas e falta de perspectivas de carreira. Muitos colegas têm adoecido por estresse, depressão, ansiedade e burnout, reflexo direto de uma gestão que prioriza apenas o lucro, sem qualquer preocupação com as pessoas", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
“Essa política de gestão ataca o emprego, a saúde e a dignidade dos bancários, e ainda compromete o comércio local e os serviços das comunidades que dependem das agências. Não há responsabilidade social em um modelo que fecha portas, demite pais e mães de família e adoece quem continua trabalhando. O banco lucra como nunca, mas não cumpre seu papel social. Banco é concessão pública e precisa garantir atendimento digno à população”, acrescenta Roberto Vicentim, presidente do Sindicato.
Na Bahia, sindicatos realizaram atividades em agências para denunciar o cenário de caos enfrentado por clientes e trabalhadores. Filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para resolver demandas básicas fazem parte da rotina. As agências receptoras do fluxo de unidades fechadas não possuem estrutura física nem número suficiente de funcionários para absorver a demanda.
A situação se repete em diversas regiões do Brasil. Bancários relatam adoecimento, pressão constante e sobrecarga de trabalho, enquanto clientes enfrentam atendimento precário. Fotos e relatos enviados por trabalhadores e pela população confirmam agências superlotadas e condições incompatíveis com a responsabilidade social de um banco que registra lucros bilionários ano após ano.
Segundo dados já divulgados pela Contraf-CUT, o Itaú confirmou o fechamento de 241 agências, restando ainda nove unidades em processo de encerramento. De acordo com o banco, do total de trabalhadores atingidos, 79% foram realocados, muitas vezes em condições inadequadas; 3% pediram demissão devido à pressão; e 18% foram desligados, número alarmante diante da alta lucratividade do banco.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, a política de fechamento de agências aprofunda a exclusão bancária e penaliza trabalhadores e clientes. “O banco está fechando agências sem planejamento, deixando a população sem atendimento e jogando a sobrecarga para outras unidades que não têm estrutura nem funcionários suficientes. Nas periferias, as agências estão completamente lotadas. É uma situação caótica, que adoece os bancários e desrespeita a população”, afirma.
O movimento sindical bancário alerta que o fechamento de agências afeta principalmente idosos, pessoas com deficiência e clientes que dependem do atendimento presencial. Diante desse cenário, a representação dos trabalhadores orienta que a população registre reclamações nos Procons, denunciando a superlotação, a demora no atendimento e os prejuízos causados pelo encerramento das unidades.
"Enquanto o Itaú segue batendo recordes de lucro bilionário, o cotidiano dos trabalhadores é de cobranças incessantes e medo constante de demissão. O que se vê são rotinas exaustivas, metas desumanas e falta de perspectivas de carreira. Muitos colegas têm adoecido por estresse, depressão, ansiedade e burnout, reflexo direto de uma gestão que prioriza apenas o lucro, sem qualquer preocupação com as pessoas", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
“Essa política de gestão ataca o emprego, a saúde e a dignidade dos bancários, e ainda compromete o comércio local e os serviços das comunidades que dependem das agências. Não há responsabilidade social em um modelo que fecha portas, demite pais e mães de família e adoece quem continua trabalhando. O banco lucra como nunca, mas não cumpre seu papel social. Banco é concessão pública e precisa garantir atendimento digno à população”, acrescenta Roberto Vicentim, presidente do Sindicato.
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