28/12/2023
Rodas de diálogo: Caixa reconhece prazo inexequível e prorroga ajustes até 31 de janeiro
Um e-mail enviado pela Caixa para duas mil unidades preocupou os empregados, especialmente no período do fechamento das metas. No texto, o banco solicitava aos gestores o envio, até o dia 27 de dezembro, de “evidências” da realização das Rodas de Diálogos. Após pedido da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), o banco encaminhou outro comunicado para informar a prorrogação do prazo para o dia 31 de janeiro de 2024. Na quarta-feira (27), a Caixa e a representação dos empregados realizaram uma reunião para discutir o assunto.
“Foi uma demanda do movimento atendida pela Caixa que reforça o diálogo que temos com a empresa. Não faz sentido a Caixa exigir provas da realização das Rodas de Diálogo que já foram informadas pelos gestores, principalmente na véspera de Natal”, enfatizou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa.
Para Rafael de Castro, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), o comunicado causou ansiedade em gestores que não tinham apontamentos a serem corrigidos.
“Apenas causou inquietação dos empregados já preocupados com o fechamento do ano. Entendemos que erros pontuais devem ser corrigidos, mas é preciso rever esse conceito e rediscutir o processo das Roda de Diálogo”, disse o diretor ao destacar que o objetivo da conversa deve ser o desenvolvimento do empregado. “Da forma coma a Caixa cobrou, o princípio da Roda de Diálogo fica distorcido e faz parecer que é uma ferramenta para atingir meta e conquistar o Bônus Caixa”, avaliou.
A Caixa concordou com a inadequada tempestividade do envio do e-mail e informou que a intenção foi dar uma “janela de oportunidade” para os gestores corrigirem irregularidades nos registros antes do final do ano, como estabelece o regulamento.
Fabiana também expressou preocupação com o desvirtuamento da iniciativa. “Depois da conversa nós entendemos que esta não foi a intenção da Caixa, mas é preciso ter cuidado para não distorcer o sentido das Rodas de Diálogo. Um dos temas foi, inclusive, a prevenção ao assédio e o tom da mensagem da Caixa cobrando evidências de sua realização não foi um bom sinal. Se houve casos específicos, a Caixa deveria encaminhar e-mails direcionados a essas situações e de forma clara", analisou.
“Nossa exigência é que este processo não resulte em qualquer prejuízo para os empregados. O que aconteceu foi um desrespeito. Depois de um ano exaustivo, trabalhando arduamente para retomar as políticas econômicas e sociais para reconstruir país, os empregados esperavam um reconhecimento bem diferente deste que foi apresentado. Era o mínimo para sinalizar que a gestão de assédio e medo realmente ficou para trás”, acrescentou Rafael de Castro.
Outras cobranças
A Comissão e o banco vão se reunir no dia 18 de janeiro para debater os critérios das Rodas de Diálogo, entre eles a questão das Horas Extras, a capacitação/qualificação dos empregados que dirigem as rodas, o retorno efetivo da Universidade CAIXA, entre outros.
A CEE também cobrou a retomada das reuniões dos Grupos de Trabalho que discutem promoção por mérito, caixas/tesoureiros e avaliadores de penhor, condições de trabalho e as mesas de negociações sobre reivindicações como:
- Teletrabalho;
- Processos seletivos internos transparentes, democráticos e abertos a todos;
- Home office com cumprimento efetivo da legislação, sendo prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança sob guarda judicial até 6 anos (art. 75-F CLT);
- Jornada reduzida para os pais de filhos PCDs (pessoas com deficiência) - (analogia a Lei nº 8.112/90);
- Rediscussão do PCS, ESU.
“Foi uma demanda do movimento atendida pela Caixa que reforça o diálogo que temos com a empresa. Não faz sentido a Caixa exigir provas da realização das Rodas de Diálogo que já foram informadas pelos gestores, principalmente na véspera de Natal”, enfatizou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa.
Para Rafael de Castro, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), o comunicado causou ansiedade em gestores que não tinham apontamentos a serem corrigidos.
“Apenas causou inquietação dos empregados já preocupados com o fechamento do ano. Entendemos que erros pontuais devem ser corrigidos, mas é preciso rever esse conceito e rediscutir o processo das Roda de Diálogo”, disse o diretor ao destacar que o objetivo da conversa deve ser o desenvolvimento do empregado. “Da forma coma a Caixa cobrou, o princípio da Roda de Diálogo fica distorcido e faz parecer que é uma ferramenta para atingir meta e conquistar o Bônus Caixa”, avaliou.
A Caixa concordou com a inadequada tempestividade do envio do e-mail e informou que a intenção foi dar uma “janela de oportunidade” para os gestores corrigirem irregularidades nos registros antes do final do ano, como estabelece o regulamento.
Fabiana também expressou preocupação com o desvirtuamento da iniciativa. “Depois da conversa nós entendemos que esta não foi a intenção da Caixa, mas é preciso ter cuidado para não distorcer o sentido das Rodas de Diálogo. Um dos temas foi, inclusive, a prevenção ao assédio e o tom da mensagem da Caixa cobrando evidências de sua realização não foi um bom sinal. Se houve casos específicos, a Caixa deveria encaminhar e-mails direcionados a essas situações e de forma clara", analisou.
“Nossa exigência é que este processo não resulte em qualquer prejuízo para os empregados. O que aconteceu foi um desrespeito. Depois de um ano exaustivo, trabalhando arduamente para retomar as políticas econômicas e sociais para reconstruir país, os empregados esperavam um reconhecimento bem diferente deste que foi apresentado. Era o mínimo para sinalizar que a gestão de assédio e medo realmente ficou para trás”, acrescentou Rafael de Castro.
Outras cobranças
A Comissão e o banco vão se reunir no dia 18 de janeiro para debater os critérios das Rodas de Diálogo, entre eles a questão das Horas Extras, a capacitação/qualificação dos empregados que dirigem as rodas, o retorno efetivo da Universidade CAIXA, entre outros.
A CEE também cobrou a retomada das reuniões dos Grupos de Trabalho que discutem promoção por mérito, caixas/tesoureiros e avaliadores de penhor, condições de trabalho e as mesas de negociações sobre reivindicações como:
- Teletrabalho;
- Processos seletivos internos transparentes, democráticos e abertos a todos;
- Home office com cumprimento efetivo da legislação, sendo prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança sob guarda judicial até 6 anos (art. 75-F CLT);
- Jornada reduzida para os pais de filhos PCDs (pessoas com deficiência) - (analogia a Lei nº 8.112/90);
- Rediscussão do PCS, ESU.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa faz 165 anos entre lucros recordes, fechamento de agências e cobranças por valorização dos empregados
- Eleições CUSC: conheça os candidatos e as propostas da Chapa 2, que tem apoio do Sindicato
- Saiba quanto você vai economizar de IR com a calculadora do Dieese
- Atividades em 8 de janeiro marcam história como o Dia da Democracia no Brasil
- Feriados de 2026: programe seu lazer e aproveite tudo o que o Clube dos Bancários oferece
- EDITAL ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA DO ITAÚ - Acordo Coletivo de Trabalho
- Fechamento de cerca de 250 agências do Itaú provoca caos no atendimento e sobrecarrega bancários e clientes
- Caixa: Comece 2026 assinando o abaixo-assinado da campanha Vendeu/Recebeu
- Debate sobre regulação do sistema financeiro e representação dos trabalhadores é destaque no Estadão
- Conselho de Usuários do Saúde Caixa: candidatos da Chapa 2 realizam live nesta quinta-feira (8)
- Bancários do Itaú avaliam novo Acordo Coletivo em assembleia no dia 13 de janeiro
- Movimentos populares realizarão atos em defesa da democracia neste 8 de janeiro
- Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026
- Cabesp: Diretores eleitos tomam posse e reafirmam compromisso com a defesa dos associados
- CUT emite Nota de Repúdio em defesa da soberania da Venezuela e da paz na América Latina