14/11/2023
Novo presidente da Caixa, Carlos Vieira, já mostrou do que é capaz. Precisamos fazer o mesmo!
A troca da presidência da Caixa foi consumada na última semana, com a cerimônia de posse de Carlos Vieira em 9 de novembro. Ex-empregado da Caixa, Carlos Vieira chegou à presidência do banco pelas mão do grupo político atualmente liderado por Arthur Lira (PP-AL), conhecido como “Centrão”.
Em seu discurso de posse, não faltaram agradecimentos e elogios, especialmente à Gilberto Occhi – que, no período em que foi presidente da Caixa, nomeou Carlos Vieira primeiro como seu Chefe de Gabinete e, depois, presidente da Funcef. O discurso chama a atenção neste ponto, já que Carlos Vieira diz que o período em que foi presidente da Fundação foi “uma das maiores experiências de sua vida profissional” e que estará satisfeito se conseguir, dentro da Caixa, realizar as mesmas “entregas” feitas enquanto esteve na Funcef.
Aqui, cabe lembrar fatos relevantes da passagem de Carlos Vieira na presidência do Fundo de Pensão dos empregados: durante seu mandato, diversas decisões da direção trouxeram impactos relevantes para os empregados, como a redução da taxa de juros da meta atuarial (que aumentou o déficit dos planos em quase R$ 7 bilhões), o início das alterações no Estatuto (retirando garantias dos participantes), a elaboração e aprovação da proposta do plano de equacionamento de 2016 (aplicando a cobrança das contribuições extraordinárias pelo teto), entre outros.
Também causa preocupação o fato de que, durante sua administração na Fundação, houve denúncias da prática de assédio dentro da Funcef, que chegaram à imprensa e, após questionamentos formais encaminhados pela Fenae e demais entidades sobre as práticas denunciadas, culminaram na abertura de um Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) (clique aqui e saiba mais). Mesmo não tendo sido o autor das práticas denunciadas, a condução da Funcef no caso, considerada insatisfatória e demorada, aumenta a insegurança dos empregados sobre qual será seu comportamento em casos semelhantes dentro da Caixa.
É bom ressaltar que este conjunto de “feitos” da gestão de Carlos Vieira na Funcef foi avaliado por ele próprio como bem-sucedido. Isto demonstra a necessidade de nos mantermos unidos, atentos, vigilantes e mobilizados para preservar nossos direitos, que são conquistas históricas e fruto da nossa luta.
“A Caixa tem um papel social muito importante para o país. E esse papel não deve ser negociado, muito menos a instituição usada para fins políticos ou como moeda de troca, colocando em risco a execução de políticas sociais prioritárias. Defendemos os direitos dos empregados e um projeto para o banco que tenha como norte a reconstrução, seu fortalecimento e de suas relações de trabalho”, reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony).
Em seu discurso de posse, não faltaram agradecimentos e elogios, especialmente à Gilberto Occhi – que, no período em que foi presidente da Caixa, nomeou Carlos Vieira primeiro como seu Chefe de Gabinete e, depois, presidente da Funcef. O discurso chama a atenção neste ponto, já que Carlos Vieira diz que o período em que foi presidente da Fundação foi “uma das maiores experiências de sua vida profissional” e que estará satisfeito se conseguir, dentro da Caixa, realizar as mesmas “entregas” feitas enquanto esteve na Funcef.
Aqui, cabe lembrar fatos relevantes da passagem de Carlos Vieira na presidência do Fundo de Pensão dos empregados: durante seu mandato, diversas decisões da direção trouxeram impactos relevantes para os empregados, como a redução da taxa de juros da meta atuarial (que aumentou o déficit dos planos em quase R$ 7 bilhões), o início das alterações no Estatuto (retirando garantias dos participantes), a elaboração e aprovação da proposta do plano de equacionamento de 2016 (aplicando a cobrança das contribuições extraordinárias pelo teto), entre outros.
Também causa preocupação o fato de que, durante sua administração na Fundação, houve denúncias da prática de assédio dentro da Funcef, que chegaram à imprensa e, após questionamentos formais encaminhados pela Fenae e demais entidades sobre as práticas denunciadas, culminaram na abertura de um Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) (clique aqui e saiba mais). Mesmo não tendo sido o autor das práticas denunciadas, a condução da Funcef no caso, considerada insatisfatória e demorada, aumenta a insegurança dos empregados sobre qual será seu comportamento em casos semelhantes dentro da Caixa.
É bom ressaltar que este conjunto de “feitos” da gestão de Carlos Vieira na Funcef foi avaliado por ele próprio como bem-sucedido. Isto demonstra a necessidade de nos mantermos unidos, atentos, vigilantes e mobilizados para preservar nossos direitos, que são conquistas históricas e fruto da nossa luta.
“A Caixa tem um papel social muito importante para o país. E esse papel não deve ser negociado, muito menos a instituição usada para fins políticos ou como moeda de troca, colocando em risco a execução de políticas sociais prioritárias. Defendemos os direitos dos empregados e um projeto para o banco que tenha como norte a reconstrução, seu fortalecimento e de suas relações de trabalho”, reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony).
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?