03/01/2023
Marinho quer mais proteção a trabalhadores e negociação com sindicatos
O novo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante discurso na cerimônia de transmissão de cargo, nesta terça-feira (3), ressaltou a importância dos sindicatos e centrais sindicais para melhorias nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Segundo ele, o ministério estará comprometido com a valorização do diálogo social e da negociação coletiva. “Compreendemos que as partes interessadas, trabalhadores e empresários devem ter autonomia para investir no sistema de relações de trabalho que valorize, incentive a negociação coletiva para a solução de conflitos”, declarou.
Marinho entende que é preciso fazer uma negociação coletiva fundada em boas práticas e diálogo com sindicatos fortes, com ampla base de representação e representatividade e capacidade autônoma de organização e financiamento.
“Fortalecer os coletivos autônomos, valorizar a negociação coletiva e a promover o ‘tripartismo’, é com esta visão que atuarei não apenas à frente desse ministério, mas em toda a Esplanada para fazer com que essa agenda do trabalho e emprego seja fortemente incorporada às políticas de desenvolvimento econômico tecnológico e social”, garantiu o ministro.
Reforma trabalhista
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, discursou antes de Marinho e disse que ele terá o “desafio de conduzir a revisão da reforma trabalhista”. “Você [Marinho] vai ter o desafio de conduzir a revisão da reforma trabalhista, para que a gente possa corrigir os erros e modernizar essa legislação”, disse, destacando a importância de “incluir nos direitos aqueles trabalhadores que hoje não têm vínculo formal”.
Valorização do salário mínimo
O ministro afirmou que o Governo Federal terá “uma política de valorização permanente do salário mínimo”. De acordo com ele, a proposta vai ser apresentada ao Congresso Nacional. “Farei de tudo para que a agenda do trabalho tenha protagonismo inédito e esteja no centro das definições das políticas de desenvolvimento do país”, disse.
Geração de bons empregos
Para Luiz Marinho o caminho para as mudanças trabalhistas é o da melhoria do ambiente econômico por meio de investimento, inovação da produção industrial, da agropecuária, do comércio, dos serviços e das atividades do terceiro setor. “Vamos criar as condições para a geração de novos e bons empregos em novas formas de proteção social trabalhista e previdenciária”, comprometeu-se.
Além de Gleisi Hoffmann, participaram do evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, além de deputados federais e estaduais do Partido dos Trabalhadores.
Luiz Marinho
Marinho volta a ser ministro, no governo de Lula, depois ter comandado a mesma pasta entre 2005 e 2007. Ele também foi o titular do Ministério da Previdência Social entre 2007 e 2008.
No final de 2008, Marinho deixou o Governo Federal para concorrer à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), município que comandou de 2009 a 2016. Atualmente, ele preside o diretório estadual do PT em São Paulo e foi eleito deputado federal nas eleições de outubro.
Formado em direito, acumula uma longa trajetória como sindicalista e político. Foi nos anos de 1970, como operário de uma montadora, que iniciou a participação em movimento sindical que se fortalecia, à época, na região no entorno da capital, conhecida como ABC.
Em 1996, chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – o mesmo que, duas décadas antes, foi presidido por Lula. Permaneceu no cargo até 2003, quando assumiu a presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
> Clique aqui para ler na íntegra o discurso do ministro Luiz Marinho.
Segundo ele, o ministério estará comprometido com a valorização do diálogo social e da negociação coletiva. “Compreendemos que as partes interessadas, trabalhadores e empresários devem ter autonomia para investir no sistema de relações de trabalho que valorize, incentive a negociação coletiva para a solução de conflitos”, declarou.
Marinho entende que é preciso fazer uma negociação coletiva fundada em boas práticas e diálogo com sindicatos fortes, com ampla base de representação e representatividade e capacidade autônoma de organização e financiamento.
“Fortalecer os coletivos autônomos, valorizar a negociação coletiva e a promover o ‘tripartismo’, é com esta visão que atuarei não apenas à frente desse ministério, mas em toda a Esplanada para fazer com que essa agenda do trabalho e emprego seja fortemente incorporada às políticas de desenvolvimento econômico tecnológico e social”, garantiu o ministro.
Reforma trabalhista
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, discursou antes de Marinho e disse que ele terá o “desafio de conduzir a revisão da reforma trabalhista”. “Você [Marinho] vai ter o desafio de conduzir a revisão da reforma trabalhista, para que a gente possa corrigir os erros e modernizar essa legislação”, disse, destacando a importância de “incluir nos direitos aqueles trabalhadores que hoje não têm vínculo formal”.
Valorização do salário mínimo
O ministro afirmou que o Governo Federal terá “uma política de valorização permanente do salário mínimo”. De acordo com ele, a proposta vai ser apresentada ao Congresso Nacional. “Farei de tudo para que a agenda do trabalho tenha protagonismo inédito e esteja no centro das definições das políticas de desenvolvimento do país”, disse.
Geração de bons empregos
Para Luiz Marinho o caminho para as mudanças trabalhistas é o da melhoria do ambiente econômico por meio de investimento, inovação da produção industrial, da agropecuária, do comércio, dos serviços e das atividades do terceiro setor. “Vamos criar as condições para a geração de novos e bons empregos em novas formas de proteção social trabalhista e previdenciária”, comprometeu-se.
Além de Gleisi Hoffmann, participaram do evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, além de deputados federais e estaduais do Partido dos Trabalhadores.
Luiz Marinho
Marinho volta a ser ministro, no governo de Lula, depois ter comandado a mesma pasta entre 2005 e 2007. Ele também foi o titular do Ministério da Previdência Social entre 2007 e 2008.
No final de 2008, Marinho deixou o Governo Federal para concorrer à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), município que comandou de 2009 a 2016. Atualmente, ele preside o diretório estadual do PT em São Paulo e foi eleito deputado federal nas eleições de outubro.
Formado em direito, acumula uma longa trajetória como sindicalista e político. Foi nos anos de 1970, como operário de uma montadora, que iniciou a participação em movimento sindical que se fortalecia, à época, na região no entorno da capital, conhecida como ABC.
Em 1996, chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – o mesmo que, duas décadas antes, foi presidido por Lula. Permaneceu no cargo até 2003, quando assumiu a presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
> Clique aqui para ler na íntegra o discurso do ministro Luiz Marinho.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- GT de Promoção por Mérito: Definição antecipada de critérios triplica número de empregados da Caixa que recebeu segundo Delta
- Itaú não divulgou aos funcionários o Índice de Cumprimento de Metas do GERA+ do último trimestre de 2025
- Sindicato e Contraf-CUT apoiam a Chapa 2 nas eleições da Previ
- CEE e Caixa debatem melhorias no canal de atendimento às vítimas de violência doméstica
- Após cobrança das entidades sindicais, Caixa agenda reunião para discutir o Super Caixa
- Fenae promove live para debater balanço da Funcef com candidatos do 2º turno
- Sindicato participa de audiência na Alesp e reforça mobilização pelo fim da escala 6×1
- Reorganização sindical e comunicação estratégica marcam último painel do sábado (28) no 7º Congresso da Contraf-CUT
- 7º Congresso Contraf-CUT aprova planos de luta para o próximo período
- Análise de conjuntura nacional e internacional marca abertura do segundo dia do 7º Congresso da Contraf-CUT
- 7º Congresso da Contraf-CUT homenageia história de luta da categoria bancária
- 7º Congresso da Contraf-CUT debate os desafios para a manutenção de direitos dos trabalhadores
- Mesmos serviços, mesmo direitos: categoria debate saídas contra avanço da precarização trabalhista no setor financeiro
- Eleições Funcef: três candidaturas apoiadas pelo Sindicato disputam segundo turno
- Bradesco impõe acordo individual de compensação de horas