18/08/2026
Santander demite durante a Campanha Nacional, mesmo após pedido do Comando
Mesmo após o Comando Nacional dos Bancários pedir, na segunda rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em 7 de julho, o fim das demissões durante a Campanha Nacional 2026, sindicatos voltaram a denunciar, nos últimos dias, novos desligamentos realizados pelo Santander em diferentes regiões do país. Entre os casos estão demissões de trabalhadores com deficiência (PcD).
Na reunião de 7 de julho, o Comando Nacional levou à mesa com a Fenaban a preocupação com a onda de demissões e cobrou que os bancos interrompessem os desligamentos enquanto as negociações da Campanha Nacional estivessem em andamento. Apesar da reivindicação, as entidades sindicais continuam recebendo denúncias de demissões.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, a postura do banco demonstra falta de compromisso com o processo de negociação coletiva. “Enquanto estamos negociando emprego, condições de trabalho e direitos, o Santander continua demitindo trabalhadores. O Comando Nacional foi muito claro ao pedir a suspensão das demissões durante a Campanha. Não faz sentido o banco sentar à mesa para negociar e, ao mesmo tempo, continuar desligando trabalhadores. O Santander precisa respeitar a negociação e parar as demissões”, afirma.
Demissões de trabalhadores com deficiência – PcD
Entre as denúncias recebidas pelos sindicatos nesta semana estão casos envolvendo trabalhadores com deficiência.
Existem regras específicas para empresas com 100 ou mais empregados, que devem cumprir a cota legal de contratação de pessoas com deficiência e de beneficiários reabilitados. O artigo 93 da Lei nº 8.213/91 estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem reservar de 2% a 5% de seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, conforme o número total de empregados.
A legislação também estabelece que a dispensa sem justa causa de trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado, quando a empresa não tiver atingido a cota legal, somente pode ocorrer após a contratação de outro trabalhador em condição semelhante, de forma a garantir a manutenção do percentual exigido.
Os sindicatos orientam os trabalhadores demitidos a procurar suas entidades de representação para que os casos sejam avaliados e sejam adotadas as medidas cabíveis.
A continuidade das demissões reforça, para o movimento sindical, a necessidade de que o Santander interrompa os desligamentos e demonstre, na prática, disposição para negociar a preservação dos empregos durante a Campanha Nacional 2026.
Na reunião de 7 de julho, o Comando Nacional levou à mesa com a Fenaban a preocupação com a onda de demissões e cobrou que os bancos interrompessem os desligamentos enquanto as negociações da Campanha Nacional estivessem em andamento. Apesar da reivindicação, as entidades sindicais continuam recebendo denúncias de demissões.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, a postura do banco demonstra falta de compromisso com o processo de negociação coletiva. “Enquanto estamos negociando emprego, condições de trabalho e direitos, o Santander continua demitindo trabalhadores. O Comando Nacional foi muito claro ao pedir a suspensão das demissões durante a Campanha. Não faz sentido o banco sentar à mesa para negociar e, ao mesmo tempo, continuar desligando trabalhadores. O Santander precisa respeitar a negociação e parar as demissões”, afirma.
Demissões de trabalhadores com deficiência – PcD
Entre as denúncias recebidas pelos sindicatos nesta semana estão casos envolvendo trabalhadores com deficiência.
Existem regras específicas para empresas com 100 ou mais empregados, que devem cumprir a cota legal de contratação de pessoas com deficiência e de beneficiários reabilitados. O artigo 93 da Lei nº 8.213/91 estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem reservar de 2% a 5% de seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, conforme o número total de empregados.
A legislação também estabelece que a dispensa sem justa causa de trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado, quando a empresa não tiver atingido a cota legal, somente pode ocorrer após a contratação de outro trabalhador em condição semelhante, de forma a garantir a manutenção do percentual exigido.
Os sindicatos orientam os trabalhadores demitidos a procurar suas entidades de representação para que os casos sejam avaliados e sejam adotadas as medidas cabíveis.
A continuidade das demissões reforça, para o movimento sindical, a necessidade de que o Santander interrompa os desligamentos e demonstre, na prática, disposição para negociar a preservação dos empregos durante a Campanha Nacional 2026.
"Orientamos os trabalhadores que foram desligados pelo Santander a buscar a entidade para que cada situação seja analisada e as providências necessárias sejam tomadas. A sequência de demissões torna ainda mais urgente que o banco reveja essa política e abra diálogo efetivo sobre a manutenção dos postos de trabalho no decorrer da Campanha Nacional 2026", destaca o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa: Após cobrança da Contraf-CUT e em meio à greve, negociações serão retomadas nesta quarta (16)
- Bancários do Bradesco aprovam acordos de PPR e PRB
- Santander paga antecipação da PLR 2026 até 30 de setembro
- Após cobrança da Contraf-CUT e mobilização dos empregados, Caixa marca mesa de negociação para quarta-feira (16)
- Nota de Pesar: Morre Artur Henrique da Silva, referência do movimento sindical brasileiro
- Bradesco antecipa pagamento da PLR para sexta-feira (18)
- Bradesco: Assembleia nesta terça-feira (15) vai deliberar sobre acordo de PPR
- Caixa reabre negociação com entidades e suspende medidas sobre direitos
- Maioria das bases rejeita proposta da Caixa e greve continua
- Bancários de Catanduva e região aprovam ACT do Banco do Brasil
- Bancários de Catanduva e região rejeitam proposta de ACT da Caixa
- Trabalhadores assinam ACT do BB com vigência até 2028
- Banco Mercantil pagará primeira parcela da PLR em 25 de setembro
- Assembleia: empregados da Caixa votam proposta de ACT nesta sexta-feira (11)
- Empregados da Caixa iniciam greve por tempo indeterminado em Catanduva e região