27/06/2022
Ação do MPF o pede à Justiça que a Caixa pague R$ 5 bilhões à Funcef

Uma ação civil do Ministério Público Federal pede à Justiça que a Caixa Econômica Federal pague R$ 5 bilhões à Fundação dos Economiários Federais (Funcef) para abater as contribuições extraordinárias dos participantes no equacionamento da Fundação.
O valor tem como base os investimentos investigados pela Operação Greenfield, que tem como foco o fundo de pensão da Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e Correios. “[...] seja compelida a requerida Caixa Econômica Federal a custear todas as contribuições extraordinárias atualmente cobradas dos participantes da Funcef, até o limite dos valores alcançados pela presente ação civil pública”, diz o documento.
O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, informa que a Federação acompanha os desdobramentos do caso e defende a apuração rigorosa da operação. À exemplo da Fenae, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região também acompanha o caso. O movimento sindical, que engloba sindicato e entidades associativas, sempre atuou na defesa irrestrita dos direitos dos participantes e na garantia do seu benefício íntegro, que assegure um futuro tranquilo para todos. Os representantes dos empregados da Caixa estão atentos a toda e qualquer ação que envolva o futuro dos trabalhadores, ativos e aposentados.
Mais alívio nas contas
Outra ação que pode impactar positivamente nas contribuições extraordinárias dos participantes é a cobrança do contencioso. Este passivo trabalhista gerado pela Caixa ainda é o maior fator de déficit da Fundação. Nos números de 2021, o valor de perda provável – aquele contabilizado como compromisso em cada plano, somava R$ 1,607 bilhão. A perda possível – que não tem impacto contábil mas deve ser declarada, passava de R$ 5 bilhões. Esta é uma reivindicação constante da Fenae – que a Funcef cobre da patrocinadora os valores bilionários gerados por ela em processos trabalhistas.
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