17/08/2021
O Banco do Brasil precisa ser uma ferramenta para o desenvolvimento do Brasil
Delegadas e delegados do 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, aprovaram o plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos. As resoluções giram em torno da unidade dos empregados na defesa do BB e na luta por manter o banco como instrumento relevante em qualquer discussão sobre políticas de desenvolvimento. Na segunda-feira (16), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lançou uma série de matérias para esmiuçar o documento gerado após os debates do evento.
“Queremos mostrar aos trabalhadores que não puderam participar dos painéis do nosso congresso a importância do que foi debatido pelos delegados. Assim, eles nos apoiarão nessa luta tão importante pela manutenção do Banco do Brasil como instituição que participa ativamente do processo de desenvolvimento do Brasil”, explicou coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Por ser uma empresa de economia mista, o BB tem desafios que outros bancos que atuam no Brasil não têm, como justificar e exercer as suas funções de banco público e, também, de buscar rentabilidade nas suas operações típicas de mercado. “A maioria da sociedade e dos funcionários é contra a privatização e defende que o BB continue sendo um banco público. Porém, existem pressões, interesses e orientações políticas que preferem diminuir até o mínimo possível o papel dos bancos públicos e apontam permanentemente para a possibilidade de privatização total ou parcial do BB. Esta é a orientação do atual governo, assim como vem fazendo com a Petrobrás, Eletrobrás e outras empresas públicas, e com o desmonte dos serviços públicos de saúde, educação, previdência e a redução do papel do Estado. Por isso, temos que nos unir contra esse e outros ataques à nossa instituição”, convocou Fukunaga.
Para o coordenador da CEBB, pensar o Banco do Brasil, seu futuro, suas estratégias e seu fortalecimento exigem um posicionamento sobre a visão de desenvolvimento do Brasil e do papel do BB neste processo. “O entendimento de que o BB é um instrumento valioso e necessário para apoiar o desenvolvimento da economia brasileira oferece uma base fundamental para pensar o papel e a organização do banco. Isso não elimina a compreensão de que o BB deve ser um banco rentável e sustentável, capaz de buscar no mercado parte significativa dos recursos necessários para viabilizar sua rede, seus investimentos e operações.”
João Fukunaga aponta que o Brasil precisa novamente de um governo democrático e popular, voltado para resolver os graves problemas da maioria da população trabalhadora. “O BB, como banco público, deve estar preparado para contribuir com esta retomada e com a execução de políticas públicas e programas de governo voltados para o interesse da maioria da população. O banco precisa estar comprometido com o desenvolvimento social e econômico, com a sustentabilidade do próprio banco e do país e com a inclusão de todas as parcelas da sociedade. Esta nova orientação só pode acontecer em um novo governo democrático e popular, uma vez que a atuação do banco está intimamente ligada ao programa de governo escolhido pela maioria da população.”
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