29/12/2025
Comunicação sobre mudanças gera medo e insegurança em bancários do Itaú
Bancários de diversas agências do Itaú relataram um clima de medo, insegurança e apreensão após uma reunião com Gerentes Gerais de Agências (GGA’s), realizada no fim de novembro. No encontro, foi informado que as travas do POC (Programa de Oportunidades e Carreiras) estariam liberadas e que os funcionários deveriam se cadastrar nas vagas disponíveis no sistema.
Entre as orientações repassadas, chamou atenção a recomendação para que Gerentes Uniclass se inscrevessem em vagas de Gerente Uniclass, mesmo já ocupando essa função. A orientação gerou dúvidas e questionamentos, uma vez que muitos profissionais não compreenderam a necessidade de se candidatarem novamente ao mesmo cargo.
Mudanças anunciadas sem transparência
Durante a reunião, alguns GGA’s afirmaram que mudanças ocorreriam a partir de janeiro, mas alegaram não poder detalhar quais seriam essas alterações. Também foi mencionado que cargos como GGA’s, GA’s e Líderes de Tesouraria poderiam deixar de existir dentro das agências, o que contribuiu para elevar o nível de tensão entre os trabalhadores.
A forma como a comunicação foi conduzida foi avaliada pela representação dos trabalhadores como inadequada. Relatos indicam que houve pressão para acelerar a entrega de resultados, especialmente dos indicadores do GERA, sob o argumento de que não se sabia o que ocorreria a partir de janeiro.
Ainda segundo os relatos, foi informado que haveria vagas disponíveis, porém restritas àqueles que apresentassem desempenho considerado diferenciado no último trimestre do ano, o que reforçou o clima de insegurança.
Banco fala em oportunidades e novas vagas
Diante das preocupações relatadas pelos bancários, o movimento sindical buscou esclarecimentos junto ao banco. A instituição informou que a intenção seria priorizar trabalhadores da rede de agências diante da abertura de novas agências digitais. De acordo com o banco, a expansão deverá gerar cerca de 110 novas posições, entre GGA’s e Gerentes de Relacionamento Digital. O setor de Recursos Humanos também afirmou que não haveria extinção do cargo de Gerente de Atendimento.
Na avaliação do movimento sindical, no entanto, a forma como as informações foram transmitidas aos trabalhadores foi extremamente problemática. Segundo os relatos recebidos, a comunicação adotou um tom alarmista, com falas que sugeriam urgência extrema na entrega de resultados em dezembro, associando o desempenho imediato à possibilidade de acesso a vagas futuras, o que contribuiu para aumentar o medo e a ansiedade no ambiente de trabalho.
Ainda de acordo com o banco, a proposta seria incentivar a participação dos bancários nos processos seletivos internos como uma oportunidade de crescimento profissional, inclusive como resposta a críticas recorrentes sobre a priorização de contratações externas em detrimento da valorização do quadro interno.
Para a representação dos trabalhadores, contudo, a comunicação foi desestruturada e pouco responsável. A avaliação é de que, caso mudanças relevantes estejam previstas para ocorrer a partir de janeiro, elas deveriam ser comunicadas de forma clara, objetiva e organizada, respeitando a preocupação legítima dos trabalhadores com a manutenção de seus empregos.
Prazo curto impediu esclarecimentos
Chegou a ser cogitada a realização de uma nova conversa para esclarecimento do processo, mas não houve tempo hábil, já que o prazo para inscrição no POC se encerrava em 30 de novembro. A combinação entre comunicação confusa e prazo reduzido agravou ainda mais o sentimento de insegurança entre os funcionários.
Inscrições por medo, não por escolha
Em visitas às agências, a representação dos trabalhadores constatou que muitos bancários realizaram a inscrição nas vagas não por interesse ou afinidade com as funções, mas por se sentirem pressionados diante do cenário de incerteza apresentado.
"Processos de mudança dessa dimensão exigem planejamento responsável e comunicação clara com os trabalhadores. Alterações estruturais não podem ser conduzidas de forma imprecisa ou sob pressão, pois isso apenas amplia o sentimento de insegurança, ansiedade e instabilidade no ambiente de trabalho. É fundamental que qualquer transformação seja feita com transparência, diálogo e respeito a quem constrói diariamente os resultados do banco", destacou Ricardo Jorge Nassar Jr., diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Entre as orientações repassadas, chamou atenção a recomendação para que Gerentes Uniclass se inscrevessem em vagas de Gerente Uniclass, mesmo já ocupando essa função. A orientação gerou dúvidas e questionamentos, uma vez que muitos profissionais não compreenderam a necessidade de se candidatarem novamente ao mesmo cargo.
Mudanças anunciadas sem transparência
Durante a reunião, alguns GGA’s afirmaram que mudanças ocorreriam a partir de janeiro, mas alegaram não poder detalhar quais seriam essas alterações. Também foi mencionado que cargos como GGA’s, GA’s e Líderes de Tesouraria poderiam deixar de existir dentro das agências, o que contribuiu para elevar o nível de tensão entre os trabalhadores.
A forma como a comunicação foi conduzida foi avaliada pela representação dos trabalhadores como inadequada. Relatos indicam que houve pressão para acelerar a entrega de resultados, especialmente dos indicadores do GERA, sob o argumento de que não se sabia o que ocorreria a partir de janeiro.
Ainda segundo os relatos, foi informado que haveria vagas disponíveis, porém restritas àqueles que apresentassem desempenho considerado diferenciado no último trimestre do ano, o que reforçou o clima de insegurança.
Banco fala em oportunidades e novas vagas
Diante das preocupações relatadas pelos bancários, o movimento sindical buscou esclarecimentos junto ao banco. A instituição informou que a intenção seria priorizar trabalhadores da rede de agências diante da abertura de novas agências digitais. De acordo com o banco, a expansão deverá gerar cerca de 110 novas posições, entre GGA’s e Gerentes de Relacionamento Digital. O setor de Recursos Humanos também afirmou que não haveria extinção do cargo de Gerente de Atendimento.
Na avaliação do movimento sindical, no entanto, a forma como as informações foram transmitidas aos trabalhadores foi extremamente problemática. Segundo os relatos recebidos, a comunicação adotou um tom alarmista, com falas que sugeriam urgência extrema na entrega de resultados em dezembro, associando o desempenho imediato à possibilidade de acesso a vagas futuras, o que contribuiu para aumentar o medo e a ansiedade no ambiente de trabalho.
Ainda de acordo com o banco, a proposta seria incentivar a participação dos bancários nos processos seletivos internos como uma oportunidade de crescimento profissional, inclusive como resposta a críticas recorrentes sobre a priorização de contratações externas em detrimento da valorização do quadro interno.
Para a representação dos trabalhadores, contudo, a comunicação foi desestruturada e pouco responsável. A avaliação é de que, caso mudanças relevantes estejam previstas para ocorrer a partir de janeiro, elas deveriam ser comunicadas de forma clara, objetiva e organizada, respeitando a preocupação legítima dos trabalhadores com a manutenção de seus empregos.
Prazo curto impediu esclarecimentos
Chegou a ser cogitada a realização de uma nova conversa para esclarecimento do processo, mas não houve tempo hábil, já que o prazo para inscrição no POC se encerrava em 30 de novembro. A combinação entre comunicação confusa e prazo reduzido agravou ainda mais o sentimento de insegurança entre os funcionários.
Inscrições por medo, não por escolha
Em visitas às agências, a representação dos trabalhadores constatou que muitos bancários realizaram a inscrição nas vagas não por interesse ou afinidade com as funções, mas por se sentirem pressionados diante do cenário de incerteza apresentado.
"Processos de mudança dessa dimensão exigem planejamento responsável e comunicação clara com os trabalhadores. Alterações estruturais não podem ser conduzidas de forma imprecisa ou sob pressão, pois isso apenas amplia o sentimento de insegurança, ansiedade e instabilidade no ambiente de trabalho. É fundamental que qualquer transformação seja feita com transparência, diálogo e respeito a quem constrói diariamente os resultados do banco", destacou Ricardo Jorge Nassar Jr., diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
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